domingo, 7 de março de 2010

*A Mulher e o Esporte: Preconceito e Superação*



Caros amigos, organizei este texto para os meus alunos e postei no blog da escola mas, como o público não é o mesmo e pode servir a outras escolas estou postando aqui. Espero que ajude nas reflexões que este dia inspira. Com Dedicação, Denise Guerra.


A polêmica sobre a prática de atividade esportiva por mulheres é tão antiga quanto a dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, onde os homens competiam nus e as mulheres eram proibidas até de assistir às competições. O veto às mulheres estava no primeiro item do regulamento Olímpico, que proibia a participação de mulheres em qualquer modalidade. Às mudanças foram lentas até que vários séculos se passaram antes que às mulheres começassem a conquistar o direito de praticar alguns esportes.


Na Idade Média, com o comportamento fortemente influenciado pela Igreja Católica, a prática esportiva ainda continuava proibida para as mulheres. Só a partir do Renascimento é que as mulheres foram liberadas a praticar algumas modalidades femininas. A mulher só conseguiu conquistar um espaço mais significativo no esporte após a mudança provocada pelas idéias dos filósofos humanistas.


Apesar de vários avanços, a participação efetiva do sexo feminino nos esportes competitivos aconteceu apenas nos jogos olímpicos de 1900, onze mulheres foram até Paris, na França, para participar dos I Jogos Olímpicos da era Moderna. Desde então, a participação feminina nos Jogos Olímpicos tem crescido constantemente, a ponto de restarem poucas modalidades que não oficializaram as competições para os dois sexos.


Todas as atletas reconhecem problemas para a prática do esporte inerente ao sexo, como a gravidez, mas conseguem supera-los juntamente com a dificuldade de patrocínio, divulgação na mídia e o preconceito. Argumentos como a masculinização da mulher esportista são derrubados todos os dias pela ciência ou pelas atletas, na medida em que se tornam mais conhecidas e respeitadas pela mídia.


Nos esportes que exigem esforços contínuos, seria inimaginável há alguns anos, a participação das mulheres, sobretudo os tidos como mais radicais, era vista como reservas por boa parte do meio esportivo a até no meio acadêmico. Afinal, muitos defendiam que as diferenças físicas entre os sexos seriam um fator de impedimento para que as mulheres praticassem esportes como judô, box, karatê, maratona, salto com vara, salto triplo, futebol, basquete e ciclismo, que tanto demoraram para se abrir à participação feminina. A conquista de um espaço maior para as mulheres no esporte brasileiro só tem sido possível graças ao esforço de um grupo de atletas que lutam para quebrar recordes e preconceitos. Viva a Mulher Brasileira!


Denise Guerra - Profª de Educação Física.
Foto: Mauren Magic - Atleta brasileira

4 comentários:

lucidreira disse...

Não é atoa que as mulheres hoje ocupam um maior número de cadeiras nas universidades que tem cursos direcionado ao esporte.
E VIVA AS MULHERES

Rita Cidreira disse...

É enfim, conquistamos com muitos sacrificios, um lugar nos esportes; e a cada dia avançamos em nossas conquistas, ocupando espaços nuna antes ocupados por mulheres. Nos somos motivos de grande orgulho para o mundo e para o Brasil.
Grande Beijo no Coração e Feliz dia da Mulher para você.

Denise Guerra disse...

Olá amigos, Rita e Lucidreira, muito obrigada pela doce presença de vcs! As mulheres vão bem devagar mas, aos poucos tomam os lugares que lhes são de direito. E assim caminha a humanidade: "com passos de formiga e sem vontade" Parabéns Rita pelo dia internacional da mulher!!!Bjs para os dois!!!

O Santo Forte disse...

Queria uma ajuda sua se você puder é claro tou fazendo um declaração de amor pra uma pessoa muito especial e gostaria de sua ajuda ex: você tira uma foto sua e escreve esses dizeres Fernanda aquixxx (o nome da sua cidade ) todos ja sabe que Herberth te ama muito, mas informações no meu blog se você puder divulgar abradeço de coração...

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