segunda-feira, 30 de agosto de 2010

*A Serpente e o Vagalume*




A SERPENTE E O VAGALUME


 


Conta a lenda que uma vez uma serpentecomeçou a perseguir um vagalume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava
em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada....
No terceiro dia, já sem forças o 
vagalume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer uma pergunta?
- Não costumo abrir esse precedente 
para ninguém, 
mas já que vou te devorar
mesmo, pode perguntar.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você  quer acabar 
comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar!
    


"Pense nisso e selecione as pessoas em 
quem confiar."


 *
 *

sábado, 28 de agosto de 2010

*TERRA MATER*

O que é isso que você chama de propriedade?
Não pode ser a terra, porque a terra é nossa mãe!
Ela alimenta todos os seus filhos, animais, pássaros, peixes e todos os homens.
Os Bosques, os rios, tudo sobre ela pertence a todos e é para o uso de todos.
Como um homem pode dizer que só pertence a ele?
(Sachem ou Ousanequim - Nação Wampanoag - México e E.U.A.)
*

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

*HUMAFLOR*

FLORES - CORES
SENHORES - TENORES
CLAMORES - TEMORES
RIGORES - TUTORES
DOUTORES - PENHORES
INDICADORES - NOMEADORES 
 MÉDIOS - ANELARES 
MÍNIMOS - POLEGARES
*
Denise Guerra
*
*Imagem Adriana Ciobano - România (Human Like Flower)*

domingo, 22 de agosto de 2010

*Relíquias Arqueológicas são Encontradas na Baixada Fluminense Revelando Nossa História Afro-Indígena e Européia*


Relíquias ao alcance das mãos. Moradores da Baixada Fluminense estão tendo a oportunidade, em uma exposição itinerante, de tocar em objetos deixados por seus antepassados de mais de 6 mil anos atrás. Os vestígios históricos — que mostram que já passaram por lá índios, escravos e europeus — foram resultado do trabalho de especialistas que descobriram, até agora, 33 sítios arqueológicos na região. Supervisionadas pela Secretaria estadual de Obras, as escavações ocorreram durante as obras do Arco Metropolitano, que ligará Itaguaí a Itaboraí. 



Os locais foram descobertos ao longo dos mais de 70 quilômetros de obras de construção do Arco Metropolitano. Em Duque de Caxias, foram encontrados sete sítios. Em um deles, chamado de Sambaqui do São Bento, foram localizados registros dos sambaquianos, povo que vivia em bando, de no máximo 30 pessoas, e que se alimentava, principalmente, de moluscos e frutos do mar. Muito primitivos, eles usavam pedras como ferramentas. 



Já no local considerado um dos mais importantes do trabalho, que começou ano passado, o Sítio Aldeia das Escravas 2, foram resgatados objetos que marcam a presença tanto do povo indígena como do europeu. Segundo a arqueóloga e coordenadora do projeto, Jandira Neto, é certo que houve uma longa ocupação nesse trecho. 



— Encontramos louças europeias do século XVI e do XVIII. Isso mostra que houve uma ocupação colonial de pelo menos 300 anos — explicou Jandira. 



Em Japeri, foram encontrados registros de uma aldeia tupi-guarani. No local, foi resgatada uma urna funerária usada pelos índios: 



— Essa é uma das maiores urnas encontradas. No local, havia material que revelou a presença dos índios e também da colonização europeia.



‘O índio que estava aqui é um parente’ 


A arqueóloga Jandira Neto, do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), explica como aconteceu a ocupação da Baixada Fluminense: 

— Aqui viveram pessoas muito antigas como os sambaquianos e os tupi-guaranis. Depois, chega o homem branco, colonizador, que reocupa essas aldeias. Eles trazem os negros, que por meio do trabalho nos engenhos, deixam a sua cultura. A miscigenação já existe. O povo brasileiro é essa mistura, do mais antigo sambaquiano até o negro. 


Porto do Barriga 


Entusiasmada com o resultado das escavações dos sítios arqueológicos, Jandira enumera as conquistas obtidas a partir das obras do Arco Metropolitana do Rio de Janeiro. 

— Já existiam relatos de viajantes e alguns documentos sobre a ocupação. Sabíamos, por exemplo, que existiu um porto, chamado de Porto do Barriga, mas ninguém tinha conhecimento de onde ficava exatamente. Agora, já temos uma noção da sua localização. A diferença é que temos as peças, que provam que os relatos eram verdadeiros — afirmou a arqueóloga.

Linha do tempo mostra como foi a ocupação da região 


A mostra com parte dos objetos encontrados nas escavações dos sítios arqueológicos está em cartaz em Nova Iguaçu. O visitante aprende, por meio de uma de linha do tempo, como é feito o trabalho dos especialistas que buscam recontar a história da Baixada Fluminense. 

No topo da terra estão objetos utilizados atualmente, que serão descobertos daqui a centenas de anos pelos futuros arqueólogos. 

Após as primeiras escavações são encontrados vestígios dos povos africanos, trazidos pelos portugueses para serem escravizados no Brasil. Nesse estágio, são vistos cachimbos e ferramentas usadas pelos negros. 

Em um nível anterior, estão vestígios dos europeus, que trouxeram as primeiras porcelanas e introduziram no dia a dia utensílios como o penico.
Abaixo deles estão os índios tupi-guaranis, com suas urnas funerárias e cerâmicas. Antecedendo esse nível, são encontrados objetos da tribo Itaipu, que já produzia ferramentas rudimentares para caçar e cozinhar. Finalmente, na base, estão os vestígios dos sambaquianos, com suas pedras usadas para preparar os alimentos. 

ATENÇÃO AOS DIAS E LOCAIS DA EXPOSIÇÃO:
Patrocinada pela Secretaria estadual de Obras, a exposição ficará em Nova Iguaçu até o dia 27 de agosto, no prédio do antigo Fórum, no Centro do município. No dia 30 de agosto, a mostra chega a Japeri. No dia 20 de setembro é a estreia na cidade de Seropédica. Por último, chega a Itaguaí, no dia 4 de outubro.
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*Fonte: 
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*SALVE O FOLCLORE BRASILEIRO*



Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação”.

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra “folclore”?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. “Folk”, em inglês, significa “povo”. E “lore”, conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado “Folk-lore”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se “folclore”.

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente pela cultura dos índios, brancos e negros que formaram o Brasil.

Região Sul



Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.


Região Sudeste



Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.


Região Centro-Oeste



Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.


Região Nordeste



Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos – Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.


Região Norte



Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .


Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI – Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.
PASTORIL - Festa de origem portuguesa, onde “pastoras” vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.
REISADO - De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.
CANINHA VERDE - Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).
DANÇA DO COCO – Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.
MINEIRO PAU - Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.
FOLIA DE REIS - Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.
TORÉ- Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o “mocororó”, uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.
DANÇA DE SÃO GONÇALO – Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.
MARACATU - De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada – a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

*Concurso Valoriza Cultura Afro-brasileira e Indígena* Participe!*




A iniciativa desafia os alunos que cursam entre o 5º e o 9º ano do colégio, das escolas públicas e privadas de todo o Brasil, a responderem a pergunta que dá nome ao concurso em, apenas, 120 caracteres. A intenção do projeto é incentivar o contato entre os jovens da cidade e aqueles que moram em meio a natureza, estimulando o respeito às diferentes culturas

Os autores das cinco melhores frases e seus respectivos professores ganharão uma viagem para a Amazônia, com direito a passeios pelas aldeias indígenas da região, observação noturna de jacarés e, até mesmo, pesca de piranhas. 

Os interessados em participar podem se cadastrar no site do concurso e enviar sua resposta à Editora FTD, pelo correio, até o dia 12 de setembro. O nome dos ganhadores será divulgado no dia 20 de outubro, no próprio portal da iniciativa. 

Concurso “Por que devemos valorizar a cultura afro-brasileira e indígena?” 
Inscrições até o dia 12 de setembro 
Mais informações no site:

http://www.ftd.com.br/hotsite/concursocultural2010/view/
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sábado, 14 de agosto de 2010

*FEIRA DE TROCAS - A FAVOR DA INCLUSÃO SOCIAL*


Acontecerá neste domingo 15/08 

de 11 as 13h no SESC TIJUCA a Feira de Trocas. 

Compareça com produtos em bom estado, serviços ou 


saberes para trocar a favor da inclusão social.



Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 - Tijuca


Contato:(21)3238-2131.

*Fonte:
Incubadora Afro-Brasileira

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*LUA ENCHENTE*



Lua Enchente
De Sorriso Brilhante
Entre Estrelas Cadentes
Guarda seus Mistérios
No Azul Marinho
Das Noturnas Intenções
*
Denise Guerra
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

*09 de Agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas *

Luanda – Assinalou-se ontem 09 de Agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas, proclamado, em Dezembro de 1994, pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Foram muitos os motivos que levaram a essa decisão, mas a razão fundamental foi o reconhecimento, pela Assembleia, da necessidade de as Nações Unidas se situarem de uma forma clara e firme na vanguarda da promoção e protecção dos direitos dos povos indígenas do Mundo.

Essa promoção e protecção tem como objectivo pôr fim à sua marginalização, à extrema pobreza, à expropriação das suas terras ancestrais e às outras violações graves dos direitos humanos de que tinham sido e continuam a ser alvo.

A proclamação deste Dia foi, sem dúvida, importante, mas foi apenas o prelúdio de um acontecimento ainda mais marcante, a adopção, pela Assembleia, da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

A Declaração é um elemento que visa garantir os direitos humanos dos povos indígenas. Estabelece um quadro em que os Estados podem construir ou reconstruir as suas relações com os povos. Constitui o resultado de mais de duas décadas de negociações e proporciona uma oportunidade vital para que os Estados e os povos indígenas reforcem as suas relações, promovam a reconciliação e velem para que os erros do passado não se repitam.

Por ocasião da data, as Nações Unidas reconhecem as realizações das populações indígenas do mundo, que ascendem a mais de 370 milhões de pessoas e estão espalhadas por cerca de 70 países.
 As populações indígenas do mundo preservaram uma vasta quantidade da história cultural da humanidade. Os povos indígenas falam a maioria das línguas mundiais. Herdaram e passaram adiante um rico conhecimento, formas artísticas e tradições religiosas e culturais.

Neste ano, o foco será a celebração dos cineastas indígenas, em conexão com o tema da Sessão de 2010 do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, “Desenvolvimento com cultura e identidade”.

Em sua mensagem por ocasião da data, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, destacou que os povos indígenas sofrem com o racismo, saúde precária e pobreza desproporcional.

“Em muitas sociedades, suas línguas, religiões e tradições culturais são estigmatizadas e rejeitadas. O primeiro relatório da ONU sobre o Estado dos Povos Indígenas do Mundo, de Janeiro de 2010, apresentou estatísticas alarmantes. Em alguns países, povos indígenas estão 600 vezes mais vulneráveis a contraírem tuberculose em relação ao resto da população. Em outros, uma criança indígena tem a expectativa de vida 20 anos menor do que seus compatriotas não-indígenas”, disse Ban Ki-Moon

Segundo a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, existem motivos para celebrar o progresso alcançado ao tornar os direitos humanos uma realidade para os povos indígenas. Ela destacou que o Dia Internacional dos Povos Indígenas também é uma ocasião para lembrar que “não há espaço para a complacência. As constantes violações dos direitos dos povos indígenas, em todas as regiões do mundo, merecem nossa atenção e acção máximas”.



A data foi declarada pela Assembleia Geral da ONU para ser comemorada todos os anos durante a Primeira Década Internacional dos Povos Indígenas do Mundo (1995-2004). Em 2004, a Assembleia proclamou a Segunda Década Internacional, 2005-2015, com o tema “Uma Década de Acção e Dignidade”.


Fonte:
O Globo

domingo, 8 de agosto de 2010

*FELIZ DIA DOS PAIS*




As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis


sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...


Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...


Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.


E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...


(Mario Quintana)

sábado, 7 de agosto de 2010

*ANATOLÍNGUA*


Do alto da língua
À portuguesa
Falo com meu botões
Pelos cotovelos
Pois, um eu lírico 
Hematopoético
Anda solto pelas lusas veias
Abertas do meu coração
*
Denise Guerra
*

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

*O EXTREMO*


Na raspa do tacho
No resto do lixo
No lume do luxo
É assim que ele vive
Os extremos do amor
São como o sol
Reluzentes, brilhantes,
Escaldantemente doloridos
*
Denise Guerra
*

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

*O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO (Jô Soares)*

*O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO (Jô Soares)
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!

É jovem, não tem experiência.

É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.

Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Fala em voz alta, vive gritando.

Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao colégio, é um 'caxias'.

Precisa faltar, é um 'turista'.

Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.

Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó do aluno.

Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.

Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.

Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.

A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.

Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.

Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.

Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.

O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
*
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