quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

*BAR DO SAPATO DE VARRE-SAI, ESTADO DO RIO DE JANEIRO*


Salvador era um descendente de escravos que por mais de oito décadas povoou a imaginação das crianças de várias gerações de Varre-Sai, município no norte fluminense. Com seu comportamento diferente, o andarilho não demonstrava qualquer sinal de agressividade. Costumava caminhar pelas ruas vestindo trapos e usava latas e panelas velhas pregadas nos farrapos. Nunca foi visto com sapatos. Este homem, que morreu aos 99 anos, inspirou a decoração do Bar do Sapato, um dos locais mais badalados da cidade.


O bar funciona nos fins de semana servindo feijão amigo com torradas, picanha na tábua, frango à passarinho e mandioquinha com torresmo. Além da cerveja gelada e bebidas quentes, estão na lista o tradicional vinho de uva e jabuticaba e a batidinha de pêssego e laranja, especialidade da casa.


ABAIXO-ASSINADO


Fundado em 1977 por Antônio Alberto de Oliveira Rosa, o Bar do Sapato preserva um ambiente aconchegante, decorado com mais de 245 sapatos espalhados pelas paredes. Com a morte do fundador, em 1984, o bar ficou fechado por um ano, quando foi reaberto por Maria Elmira Rosa Corrêa, irmã de Antônio Alberto. Mais tarde, o Bar do Sapato foi novamente fechado.


“Resolvi reabrir depois de um abaixo-assinado dos jovens. De tanto eles ouvirem histórias sobre o bar, recolheram mais de mil assinaturas. Fiquei orgulhosa e cedi”, conta Maria Elmira.


Sempre decorado com os mais variados temas, o bar ganhou sua roupagem definitiva em 1998: uma decoração com sapatos em homenagem a Salvador, que chamou a atenção da cidade e atraiu a curiosidade dos municípios vizinhos.


“Os sapatos que enfeitam as paredes e o teto do bar são os mais variados estilos e foram doados pelos frequentadores que colaboraram com a decoração. Até freiras e padres já doaram seus sapatos”, comemora Maria Elmira.


HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:

Segunda a Domingo, a partir das 15h.

LOCAL:

Varre-Sai; Estado do Rio de Janeiro
Rua Felicíssimo Faria Salgado, s/n, Centro.

*A HISTÓRIA DE VARRE SAI - ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Varre-Sai.... Um nome curioso. A história conta que o local era visitado por muitos tropeiros, que costumavam pernoitar em um velho rancho. Na porta, escrito à carvão, um aviso: Varre e Sai. Todos que por ali passavam deveriam varrer o local antes de seguir seu caminho. Eles não pagavam nada pela estadia, em troca conservavam o lugar limpo. Assim começou a história de Varre-Sai.


O surgimento, propriamente dito, do local aconteceu em 1848, quando um fazendeiro chamado Felicíssimo Faria Salgado comprou terras na região. Dessas terras, uma área foi doada à igreja católica. Em 1920, foi construída a atual igreja de São Sebastião, hoje um dos pontos turísticos mais belos da do município.


Durante muito tempo, Varre-Sai foi distrito de Natividade. Graças a um movimento que mobilizou toda a população, foi conquistada, em 1991, sua independência política e administrativa. Começava um novo ciclo na história da centenária localidade, que dava os primeiros passos por si só.


*Fonte:

12 comentários:

Guará Matos disse...

Que história maravilhosa, Denise!
Muito legal mesmo.
A história segue o seu curso. Seja num monumento de uma grande cidade ou nos sapatos, que tanto caminharam por esse mundão de Nosso Deus.
Me deliciei.
_______
Ps. O RIO ENTERTAINMENT é de todos e para todos, que amam o Rio de Janeiro. Então, é seu também.
Beijaçosssssssssss!

Denise Guerra disse...

Obrigada Guará! ainda temos muito que caminhar por esta web e por este mundão! "Se é pra ir vamos juntos, se não é já não estou nem aí". Bjs!

Silvana Nunes .'. disse...

hahahah, Denise. Eu conheço esse lugar e a sua história. Já estive nesse bar quando ainda era casada com o meu primeiro marido.

Outro lugar bastante curioso é o museu da cachaça em Miguel pereira.
beijo.
Deixei um recado no outro.

lucidreira disse...

Pois é eu com as minhas andanças já me bati por estas bendas do Rio com amigos que me levaram a conhecer este e tantos outros barzinhos curtindo um happy houe muto gostoso.
Muito legal suas estórias.

Denise Guerra disse...

Oi Lucidreira, só falta eu ir lá para conhecer e provar suas iguarias. Obrigada pela visita! Bjs!

Denise Guerra disse...

Legal Silvana, qualquer hora destas também vou conhece-lo. Bjs!

T@CITO/XANADU disse...

É certo que o coração do homem é terra que ninguém pisa. Por isso, o conhecer externamente uma pessoa não reflete o conhecer as suas idéias, o seu interior, o seu âmago. Mas quando esta pessoa tem a oportunidade de expressar o seu pensar e permite-se ser conhecido, temos aí a chance de vê-la como de fato é: na transparência.

Gostaria muito de poder conhecer esse "buteco"!
Abraços
Tácito

Denise Guerra disse...

Oi Tácito, também queria conhecer este buteco mágico! Obrigada por seus comentários! Abçs!

AFRICA EM POESIA disse...

DENISE

Denise
Pena estar tão longe e os cprreios serem caros... mas um dia...mando outro



O sorriso é como o Amor ...tem que estar sempre
Um beijo


SORRISO LINDO


Sorriso lindo...
Sorriso belo...
É alegria dos grandes...
É o sorriso dos meninos...
Que são netos...
É o sorriso...
Dos que seguem...
O seu caminho...
E têm o sorriso...
Mais lindo...
Do mundo!...

LILI LARANJO

Silvana Nunes .'. disse...

Salve !
Estou dando uma espiada nas novidades e checando para ver se consigo seguir você novamente. parece que não. Não posso ter idéia do que aconteceu.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja uma boa noite para você.
Saudações Florestais !

Denise Guerra disse...

Lili querida, obrigada pela visita, pelos comentários e principalmente pelos poemas que vc sempre traz, nos faz sorrir, nos faz feliz! Bjs!

Denise Guerra disse...

Silvana a coisa mais estranha é que vc nos comentários entra como se continuasse minha seguidora!?! Como pode? e aqui dentro no painel consta um seguidor a mais que não aparece lá fora. Que bom que vc está aqui! Vou passar por lá! Bjs!

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