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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

*Brincadeira de bater e pular a Carniça - Quem lembra?*

*Arte de Ivan Cruz que tem toda uma coleção dedicada as brincadeiras infantis*
Depois que vi meus alunos brincando de bater na carniça lembrei desta brincadeira e fui buscar na web para publicar e voltar à memória coisas boas que tem tão pouco por aí. Só que me espantei em saber que ninguém publicou esta brincadeira como vou contar agora. Pular a carniça é o final de toda uma brincadeira cheia de espertezas. 

NÃO FAÇO APOLOGIAS A VIOLÊNCIA, BULLYNG OU COISA PARECIDA. AS BRINCADEIRAS, SE FOREM BRINCADEIRAS COM ORIENTAÇÃO E EQUILÍBRIO SÃO MUITO DIVERTIDAS. NÃO PERMITO QUE MEUS ALUNOS SE MACHUQUEM OU ENTÃO ACABA-SE COM A BRINCADEIRA. 

*A carniça completa é assim, vamos brincar? 

*Primeiro tira-se zerinho ou um para escolher o premiado que será a carniça. A carniça então, fica abaixada como este da figura acima e todos os colegas em volta dele com um líder dando os seguintes comandos:
1.MAMAMOUR (batendo devagar nas costas da carniça com as mãos abertas e imitando o líder)
2.PÉ DE PORCO (bater igual ao número 1)
3.DÁ SEM RIR (não pode rir, senão vira carniça)
4.SEM FALAR (não pode falar, ou vira carniça e recomeçam tudo)
5.EU BATO TODO MUNDO BATE (bater ainda devagar, mas, com atenção pois, os comandos vão acelerar a brincadeira)
6.EU BATO NINGUÉM BATE (só o líder bate e se alguém errar vira a nova carniça e recomeça tudo)
7.EU AMEÇO TODOS AMEAÇAM (se ninguém errar continuam apenas ameaçando, se errarem teremos uma nova carniça)
8.CORTAR MORTADELA (bater com as laterais das mãos como se cortasse frios mesmo)
9.CARTINHA PARA VOVÓ (escrever com os dedos nas costas da carniça)
10.CATA PIOLHO (fingir catar piolho na cabeça da carniça, todos ao mesmo tempo)
11.EXPLOSÃO NO MARACANÃ (bater com as pontas dos dedos e fazer o barulho da explosão)
12.URUBÚ NA CARNIÇA (beliscos nas costas da carniça)
13.AMASSA TOMATE (pisar nos pés da carniça e esta fica pulando para não ter os pés pisoteados)
14.PULAR CARNIÇA (todos pulam como na foto, sem cair, nem errar ou então vira carniça)

domingo, 22 de agosto de 2010

*SALVE O FOLCLORE BRASILEIRO*



Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação”.

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra “folclore”?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. “Folk”, em inglês, significa “povo”. E “lore”, conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado “Folk-lore”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se “folclore”.

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente pela cultura dos índios, brancos e negros que formaram o Brasil.

Região Sul



Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.


Região Sudeste



Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.


Região Centro-Oeste



Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.


Região Nordeste



Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos – Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.


Região Norte



Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .


Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI – Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.
PASTORIL - Festa de origem portuguesa, onde “pastoras” vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.
REISADO - De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.
CANINHA VERDE - Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).
DANÇA DO COCO – Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.
MINEIRO PAU - Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.
FOLIA DE REIS - Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.
TORÉ- Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o “mocororó”, uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.
DANÇA DE SÃO GONÇALO – Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.
MARACATU - De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada – a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.
*

sábado, 17 de abril de 2010

*Festa do Divino é Eleita Patrimônio Cultural Imaterial em Goiás*



A Festa do Divino Espírito Santo, realizada todos os anos na cidade de Pirenópolis, estado de Goiás, foi declarada nesta quinta-feira (15/04)patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A celebração, que é conhecida pelas cavalhadas que relembram as guerras entre mouros e cristãos, reúne manifestações religiosas e profanas de diversas origens e significados.

O reconhecimento é resultado de uma pesquisa empreendida por um grupo de pesquisadores do Iphan e foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto, composto por 22 especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.

A pesquisa constatou que a Festa do Divino Espírito Santo é um sistema de produção e circulação de bens que interfere em todas as dimensões da vida social local. A própria comunidade descreve a festa como “patrimônio de valor inestimável” e investe na manutenção da tradição.

Além da festa de Pirenópolis, apenas mais uma celebração religiosa tem esse reconhecimento nacional: o Círio de Nazaré, realizado em Belém do Pará. No âmbito dos bens imateriais, definidos como práticas socioculturais enraizadas no cotidiano das comunidades e que expressam seus saberes e fazeres, existem, ao todo, 17 que são considerados patrimônio cultural do Brasil pelo Iphan.

De acordo com a superintendente do Iphan em Goiás, Salma Saddi, o reconhecimento é importante porque serve de salvaguarda diante dos problemas que possam ameaçar a manifestação cultural, entre eles, os relacionados à exploração excessiva da festa para fins turísticos.


*Fonte:

http://www.iphan.gov.br

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/04/festa-do-divino-e-eleita-patrimonio-cultural-imaterial-em-goias16042010.html

http://www.flickr.com/photos/soniamadruga/163100832/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

*Dia da Mentira - 1º de Abril*



Salve mais um Dia do Pescador...
Salve o Dia de Contar Contos e Aumentar Pontos...
Salve o Dia Oficial da Pegadinha...
Salve o Dia das Artimanhas Infantis...
Salve o Dia da Lorota Boa...
Salve o Dia das Artes dos Atores...
Salve o Dia dos Ilusionistas, Mágicos e Carnavalescos...
Salve o Dia em que se reconhece que as Mentiras tem Pernas Curtas...
Salve as Omissões Necessárias para Salvar Vidas...
Salve o dia 1º de Abril porque sabemos que a Ilusão é passageira...
Salve a Verdade, que ela Sempre Prevaleça!
Denise Guerra
*
"1º de Abril
Sua Calça Caiu
Seu Pai Não Viu
Sua Mãe Vestiu"
(Parlenda- Domínio Público)
*

terça-feira, 30 de março de 2010

♫TAMBOR DE ALELUIA - 03/04/2010 - no Centro do Rio de Janeiro -Veja a Programação♫


O Tambor de Aleluia foi criado em 2002 pelo núcleo de folguedos brasileiros As Três Marias, um dos grupos que formam a CASA, Cooperativa de Artistas Anônimos. Fazem parte desse coletivo o Teatro de Anônimo, Centro Etc e tal, Cordão do Boitatá, O Pedras, Circo Dux, Leões de Circo com Julio Adrião e Sidney Cruz e Teatro Diadokai, que mantêm a programação do projeto Mercado do Peixe. “Há alguns anos mudamos o evento de Santa Teresa para o centro. Além de reunir a imensa comunidade nordestina do Rio que quer manter vivas as manifestações folclóricas do Maranhão, Pará...etc, temos acolhido também uma boa parte da comunidade do centro do Rio. A festa do Tambor de Aleluia se consagrou como mais um espaço para a religiosidade, cada dia mais difícil nas cidades grandes. Costumam comparecer mais de três mil pessoas por ano”, explica Juliana Manhães, uma das coordenadoras do projeto, integrante do grupo As Três Marias.
*
*Recebido através de email assinado pelo Setor de Difusão Cultural Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

* Em Uma Parte do Nosso Folclore Estão os PROVÉRBIOS AFRICANOS: Tradição Oral na Educação das Crianças, Contudo, há ditos parecidos no mundo todo*


*Os PROVÉRBIOS são geralmente frases que representam imagens ou situações cuja moral tem o objetivo de advertir, ensinar e os africanos utilizam-no inclusive para esclarecer pontos obscuros em uma determinada situação. Devido o importante significado da tradição oral os provérbios africanos são indispensáveis na educação de crianças e jovens na África com um todo.

*Para o estudioso Arthur Ramos(1934), os PROVÉRBIOS africanos são literaturas anônimas e compõem um todo diversificado entre Adivinhas, Ditos, Jisabu(adágios ou provérbios), Misoso(contos ou apólogos), Jinongonongo(enigmas ou adivinhações), Mabunda(cantigas usadas nos batuques), Jiselengenias(satíricos e ou eróticos) etc.


*Entretanto, este mesmo autor observa que foram encontrados em diversos povos do mundo em todos os continentes formas semelhantes de expressão do pensamento, o que mostra que o sentir dos povos e a sabedoria das nações em assuntos da vida prática equivalem-se por toda parte sem consideração a climas ou etnias. Mais uma vez podemos entender que somos uma única raça: A raça HUMANA!
*
*Vejamos agora alguns provérbios africanos que entre os povos Bantus(muitos deles compuseram a população do Rio de Janeiro) é muito difundido em sua tradição oral, mas, também observe os correspondentes destes provérbios no Brasil e outros em Portugal:
*
*MUNTU CAIKIPE CHIÁ UCUEZA CUNHIMA*
(Ninguém conhece o futuro - Angola)
*
*MÁZUI MACÚIA NI RUQUINDO*
(As palavras vão com o vento - Angola)
(As palavras o vento leva - Brasil)
*
*UCUSALA UAQUENE DIJINA DICI, CÚIA MUTURO*
(Faz grande o teu nome, vai dormir - Angola)
(Criou fama, agora deita na cama - Brasil)
*
*MUZUERI RONENE KALUNGUÊ*
(O falador grande não tem razão - Angola)
(Cão que muito ladra não morde - Brasil e Portugal)
*
*UKEMBU UÁ PÉTU, MOXI ISUTA*
(Beleza de almofada, dentro trapos - Angola)
(Por fora cordas de viola, por dentro pão bolorento - Portugal)
(Por fora bela viola, por dentro pão bolorento ou
Por fora muita farofa, por dentro mulambo só - Brasil)
*
*UKAMBA UA NDINGUE UTUNDA MU XANGA*
(Amizade de criança nasce no apanhar da lenha - Angola)
(De pequenino se torce o pepino - Portugal e Brasil)
(É de pequeno que se aprende - Brasil)
*
*FUMA RIAFUÁNÊNA O MBEMBA, MBEMBA KASABIÊ KULENDE*
(A fama deu fama ao mbemba, o mbemba nem comeu um cacho -
O mbemba angolano é uma ave que, neste provérbio, substitui o piriquito do anexim brasileiro - Angola)
(Papagaio come milho, Periquito leva a fama - Brasil e Portugal)
*



*Fontes:
*LOPES, Nei. ENCICLOPÉDIA DA DIÁSPORA AFRICANA. São Paulo: Selo Negro, 2004.
*RAMOS, Arthur. O FOLCLORE NEGRO DO BRASIL(1935).3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

♫AMARELINHA MUSICAL: TRADIÇÃO E CRIATIVIDADE♫

♫AMARELINHA: UM JOGO PARA ACERTAR O ALVO, EQUILIBRAR-SE NUM PÉ SÓ, PULAR, CHEGAR AO CÉU E ATÉ CANTAR AS NOTAS MUSICAIS♫
Muitas das nossas brincadeiras populares vem de Portugal, da França e da África. A Amarelinha vem do francês la marelle, que por adaptação popular ganhou a associação com amarelo e o sufixo diminutivo inha. A Amarelinha (Macaca, em Portugal) é uma brincadeira muito antiga, fazendo parte do nosso folclore. Há muitas variações do jogo de amarelinha, entretanto, só encontrei na web e em livros versões com números e ritmos musicais dentro dos quadrados. Trago então a versão que eu uso para dar aulas de música com notas musicais e uma música ilustrativa. Mas antes vamos ver a história desta brincadeira:
A AMARELINHA É conhecida por diversos nomes:
Em Portugal há outras variações: jogo da macaca, jogar ou saltar à macaca (no norte), e ainda jogo-do-homem e pé-coxinho.
*Em
Moçambique chama-se avião ou neca.
*No
Rio de Janeiro (Brasil) pode ser ainda academia ou cademia e marelinha.
*Na
Bahia e no Pará, (Brasil), diz-se pular macaco ou macaca, semelhante a Portugal.
*Em
Minas Gerais (Brasil) é maré.
*No
Rio Grande do Norte (Brasil) é avião, como em Moçambique.
*No
Rio Grande do Sul (Brasil) é sapata.
*Na
Espanha a brincadeira é chamada: cuadrillo, infernáculo, reina mora, pata coja ou rayuela.
*No
Chile e no Peru é a rayuela.
*Na
Colômbia é chamada coroza ou golosa.
*Nos
Estados Unidos é hopscotch.
*Na
França, por fim, é la marelle, denominação que deu origem a amarelinha, marelinha e maré no Brasil.
*Na
Galiza o jogo tem vários nomes: a chapa, truco, mariola, peletre, cotelo, macaca, estrícula, entre outros. Apesar de que hoje a sua prática esteja muito reduzida, tempos atrás jogou-se em mais de 40 desenhos diferentes.
REGRAS BÁSICAS em uma das versões do jogo da Amarelinha:
*
O
jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Em uma delas, exemplificada na figura ao lado, o desenho apresenta quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.
*
Tira-se na
sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la em seus limites. Em seguida pula, em um só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
*
Chegando ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até as casas 2-3, de onde o jogador precisa apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha na casa 2 e sucessivas, repetindo todo processo.
*
Se perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo, retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.
*
Em uma outra versão, mais
complexa, o jogo não termina aí. Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome (caso não acerte nenhuma, passa a vez ao próximo jogador). Nestas casas com "proprietário", nenhum outro jogador pode pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.
Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das casas.
*
♫VERSÃO COM AS NOTAS MUSICAIS♫
♫SÓ PARA DEIXAR CLARO, NÃO SEI QUEM INVENTOU ESTA VERSÃO MUSICAL, MAS, COMO NÃO ACHEI UM DESENHO COM AS NOTAS MUSICAIS ESTA AÍ FUI EU QUE FIZ.
♫Para crianças que estão aprendendo a ler terão que ler o nome das notas musicais nos quadrados. Para aquelas que estão aprendendo os sons das notas, ao chegar em cada quadrado deverão cantar o som das notas musicais. Repare que as notas na vertical possuem a distância de um Tom na escala diatônica e as notas na horizontal possuem a distância de um Semitom. Quando a pedrinha estiver em certa casa e a criança tiver que pular esta casa não deve cantar a referida nota musical. Não é tão fácil de executar, mas, a criançada se encanta com o desafio. Tente fazer!
*
♫AMARELINHA♫
( Música e Letra de Aurea Charpinel )
Gosto de pular a amarelinha com você
Meu bem, que bom
No céu eu vou entrar...
Gosto de cantar a amarelinha, só porque
Começa com o verbo amar.
*
Amarelinha
Amar é lindo
Amar é lenha
Que aquece o nosso coração...
*
A gente pulaA gente grita
A gente canta bem feliz uma canção.
Pula, pula a amarelinha, meu amor
Bate, bate no meu peito a emoção.
Quero ir com você aonde você for
Segure, por favor, a minha mão...
*
♫Ouça a Música em Mp3 neste endereço:♫

*Fontes:

http://www.overmundo.com.br/banco/amarelinha

http://pt.wikipedia.org/wiki/Amarelinha

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

♫URSOS DO CARNAVAL: O DUPLO PROFANO DA FOLIA DE REIS?♫

*Os Ursos Carnavalescos - Recife -PE - Brasil*

Cada uma destas manifestações guarda suas especificidades, tradições, histórias e práticas. É interessante notar que logo assim que passa a temporada de Reis surgem as manifestações profanas pré-carnavalescas, neste caso os Ursos. As práticas dos Ursos brasileiros se assemelham a Folia de Reis quanto a sair pelas ruas batendo nas portas das casas cantando, dançando e pedindo prendas. Também há figuras com funções representativas e um personagem central: O Palhaço para a Folia de Reis e o Urso principal para o grupo dos Ursos carnavalescos. Vejamos cada uma destas histórias em particular.

*Os Ursos - Crianças Brincando como os grupos de Ursos adultos em João Pessoa -PB - Brasil -Foto do meu arquivo Pessoal*


*OS URSOS - HISTÓRICO:

Uma das brincadeiras mais estimadas e em franca evolução no carnaval do Recife é a La Ursa; o urso do carnaval cujas origens encontram-se nos ciganos da Europa que percorriam a cidade com seus animais, presos numa corrente, que dançavam de porta em porta em troca de algumas moedas, ao som da ordem: "dança la ursa!".
*
*FORMAÇÃO:
A figura central é o urso, geralmente um homem vestindo um velho macacão coberto de estopa, veludo, pelúcia ou agave com sua máscara de papel-machê pintada de cores variadas, preso por uma corda na cintura, segurado pelo domador, a figura dança para alegria de todos ao som de toadas do próprio grupo ou sucessos das paradas carnavalescas, podendo variar para o baião, forró, xote e até polca. A Orquestra do urso de carnaval é geralmente formada por sanfona, triângulo, bombo, reco-reco, ganzá, pandeiro; havendo outras mais elaboradas onde aparecem violões, cavaquinhos, clarinetes e até trombones. O conjunto traz por vezes, além do domador, do urso e da orquestra, o tesoureiro (com sua pasta de arrecadar dinheiro), porta-cartaz ou porta-estandarte, balizas e outros elementos que lá estão só para brincar o carnaval.
*
*CANÇÕES
Os Ursos também cantam rimas e trovinhas junto a uma barulheira que as tornam inteligíveis, mas, quando chegam a uma casa que lhes abre a porta ou portão tentam se fazer ouvir. Eu conheci um grupo infantil destes no ano de 1995 em João Pessoa. Na casa que eu estava as pessoas me contaram que eles esperam receber qualquer coisa como prenda: Um copo d’água, um doce, um sorriso. Eu pedi para que os recebesse para ver de perto esta manifestação que nunca tinha visto no Rio de Janeiro. No grupo havia várias crianças com o rosto pintado e um rapaz fantasiado no meio, este era o urso principal a quem deveríamos dirigir as prendas para ele dividir com os pares. Eles batucavam e cantavam:

VIEMOS CANTAR
VIEMOS DANÇAR
VIEMOS BRINCAR
QUEREMOS PRENDÁ...

Os donos da casa lhes deram água e eu pedi para tirar uma foto deles, pena que não era máquina digital e só tinha aquela foto pra tirar, mas, foi o suficiente para eles acharem que era uma prenda e saírem cantando:

ESSA AÍ É GENTE BOA
ESSA AÍ É GENTE BOA
ESSA AÍ É GENTE BOA...

*FOLIA DE REIS
Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.


*ORIGENS
Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três "Reis Magos", denominados Melchior, Baltazar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como
santos a partir do século VIII.


Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.


Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos. Trata-se de uma tradição originária de Portugal que ganhou força especialmente no século XIX e mantem-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, dentre outros.


Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.



*Folia de Reis no interior de Minas Gerais - Brasil*


No Brasil a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o dia de Reis, é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e da acordeon, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode.

Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.

As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões.

*CANÇÕES
Em algumas regiões as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. Isto ocorre quase sempre porque o ritmo ganhou, ao longo do tempo, contornos de origens africanas com fortes batidas e com um clímax de entonação vocal. Contudo, um componente permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder (ou Capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde a Folia agradece as doações e a acolhida, e se despede.Isso ocorre principalmente na cidade de Nova Iguaçu, Mesquita no Rio de janeiro e em 3 bairros do estado do Rio de Janeiro que são Copacabana e Mangueira e Nilopolis.

*E ENTÃO, O QUE VOCÊ ACHA?
*
*Fonte:
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