♫É UM BLOG QUE PRETENDE VALORIZAR A CULTURA POPULAR E O FOLCLORE ATRAVÉS DA MEMÓRIA SONORO-CORPORAL E DA ORALIDADE. COMPARTILHAR CANTIGAS, MÚSICAS POPULARES, DANÇAS, DITOS, BRINCADEIRAS, HISTÓRIAS, MITOS, UM DEDO DE PROSA E MUITO MAIS...♫
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
*Brincadeira de bater e pular a Carniça - Quem lembra?*
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| *Arte de Ivan Cruz que tem toda uma coleção dedicada as brincadeiras infantis* |
domingo, 22 de agosto de 2010
*SALVE O FOLCLORE BRASILEIRO*
Para que serve?
Qual a origem da palavra “folclore”?
Qual a origem do folclore brasileiro?
Região Sul
Região Sudeste
Região Centro-Oeste
Região Nordeste
Região Norte
Principais manifestações folclóricas:
sábado, 17 de abril de 2010
*Festa do Divino é Eleita Patrimônio Cultural Imaterial em Goiás*

O reconhecimento é resultado de uma pesquisa empreendida por um grupo de pesquisadores do Iphan e foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto, composto por 22 especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.
A pesquisa constatou que a Festa do Divino Espírito Santo é um sistema de produção e circulação de bens que interfere em todas as dimensões da vida social local. A própria comunidade descreve a festa como “patrimônio de valor inestimável” e investe na manutenção da tradição.
Além da festa de Pirenópolis, apenas mais uma celebração religiosa tem esse reconhecimento nacional: o Círio de Nazaré, realizado em Belém do Pará. No âmbito dos bens imateriais, definidos como práticas socioculturais enraizadas no cotidiano das comunidades e que expressam seus saberes e fazeres, existem, ao todo, 17 que são considerados patrimônio cultural do Brasil pelo Iphan.
De acordo com a superintendente do Iphan em Goiás, Salma Saddi, o reconhecimento é importante porque serve de salvaguarda diante dos problemas que possam ameaçar a manifestação cultural, entre eles, os relacionados à exploração excessiva da festa para fins turísticos.
*Fonte:
quinta-feira, 1 de abril de 2010
*Dia da Mentira - 1º de Abril*

terça-feira, 30 de março de 2010
♫TAMBOR DE ALELUIA - 03/04/2010 - no Centro do Rio de Janeiro -Veja a Programação♫

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
* Em Uma Parte do Nosso Folclore Estão os PROVÉRBIOS AFRICANOS: Tradição Oral na Educação das Crianças, Contudo, há ditos parecidos no mundo todo*

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
♫AMARELINHA MUSICAL: TRADIÇÃO E CRIATIVIDADE♫
Muitas das nossas brincadeiras populares vem de Portugal, da França e da África. A Amarelinha vem do francês la marelle, que por adaptação popular ganhou a associação com amarelo e o sufixo diminutivo inha. A Amarelinha (Macaca, em Portugal) é uma brincadeira muito antiga, fazendo parte do nosso folclore. Há muitas variações do jogo de amarelinha, entretanto, só encontrei na web e em livros versões com números e ritmos musicais dentro dos quadrados. Trago então a versão que eu uso para dar aulas de música com notas musicais e uma música ilustrativa. Mas antes vamos ver a história desta brincadeira:Em Portugal há outras variações: jogo da macaca, jogar ou saltar à macaca (no norte), e ainda jogo-do-homem e pé-coxinho.
*Em Moçambique chama-se avião ou neca.
*No Rio de Janeiro (Brasil) pode ser ainda academia ou cademia e marelinha.
*Na Bahia e no Pará, (Brasil), diz-se pular macaco ou macaca, semelhante a Portugal.
*Em Minas Gerais (Brasil) é maré.
*No Rio Grande do Norte (Brasil) é avião, como em Moçambique.
*No Rio Grande do Sul (Brasil) é sapata.
*Na Espanha a brincadeira é chamada: cuadrillo, infernáculo, reina mora, pata coja ou rayuela.
*No Chile e no Peru é a rayuela.
*Na Colômbia é chamada coroza ou golosa.
*Nos Estados Unidos é hopscotch.
*Na França, por fim, é la marelle, denominação que deu origem a amarelinha, marelinha e maré no Brasil.
*Na Galiza o jogo tem vários nomes: a chapa, truco, mariola, peletre, cotelo, macaca, estrícula, entre outros. Apesar de que hoje a sua prática esteja muito reduzida, tempos atrás jogou-se em mais de 40 desenhos diferentes.
O jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Em uma delas, exemplificada na figura ao lado, o desenho apresenta quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.
Tira-se na sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la em seus limites. Em seguida pula, em um pé só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
Chegando ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até as casas 2-3, de onde o jogador precisa apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha na casa 2 e sucessivas, repetindo todo processo.
Se perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo, retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.
Em uma outra versão, mais complexa, o jogo não termina aí. Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome (caso não acerte nenhuma, passa a vez ao próximo jogador). Nestas casas com "proprietário", nenhum outro jogador pode pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.
Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das casas.


*Fontes:
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
♫URSOS DO CARNAVAL: O DUPLO PROFANO DA FOLIA DE REIS?♫
Cada uma destas manifestações guarda suas especificidades, tradições, histórias e práticas. É interessante notar que logo assim que passa a temporada de Reis surgem as manifestações profanas pré-carnavalescas, neste caso os Ursos. As práticas dos Ursos brasileiros se assemelham a Folia de Reis quanto a sair pelas ruas batendo nas portas das casas cantando, dançando e pedindo prendas. Também há figuras com funções representativas e um personagem central: O Palhaço para a Folia de Reis e o Urso principal para o grupo dos Ursos carnavalescos. Vejamos cada uma destas histórias em particular.
Os Ursos também cantam rimas e trovinhas junto a uma barulheira que as tornam inteligíveis, mas, quando chegam a uma casa que lhes abre a porta ou portão tentam se fazer ouvir. Eu conheci um grupo infantil destes no ano de 1995 em João Pessoa. Na casa que eu estava as pessoas me contaram que eles esperam receber qualquer coisa como prenda: Um copo d’água, um doce, um sorriso. Eu pedi para que os recebesse para ver de perto esta manifestação que nunca tinha visto no Rio de Janeiro. No grupo havia várias crianças com o rosto pintado e um rapaz fantasiado no meio, este era o urso principal a quem deveríamos dirigir as prendas para ele dividir com os pares. Eles batucavam e cantavam:
VIEMOS DANÇAR
VIEMOS BRINCAR
QUEREMOS PRENDÁ...
Os donos da casa lhes deram água e eu pedi para tirar uma foto deles, pena que não era máquina digital e só tinha aquela foto pra tirar, mas, foi o suficiente para eles acharem que era uma prenda e saírem cantando:
ESSA AÍ É GENTE BOA
ESSA AÍ É GENTE BOA...
*FOLIA DE REIS
Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.
*ORIGENS
Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três "Reis Magos", denominados Melchior, Baltazar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.
Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.
Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos. Trata-se de uma tradição originária de Portugal que ganhou força especialmente no século XIX e mantem-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, dentre outros.
Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.
*Folia de Reis no interior de Minas Gerais - Brasil*

Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.
As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões.
*CANÇÕES
Em algumas regiões as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. Isto ocorre quase sempre porque o ritmo ganhou, ao longo do tempo, contornos de origens africanas com fortes batidas e com um clímax de entonação vocal. Contudo, um componente permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder (ou Capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde a Folia agradece as doações e a acolhida, e se despede.Isso ocorre principalmente na cidade de Nova Iguaçu, Mesquita no Rio de janeiro e em 3 bairros do estado do Rio de Janeiro que são Copacabana e Mangueira e Nilopolis.
*E ENTÃO, O QUE VOCÊ ACHA?



