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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Por Favor Repassem e assinem o Abaixo Assinado em favor do Primeiro Museu do Índio e da Aldeia Maracanã- Rio de Janeiro- Brasil*

http://www.defender.org.br/abaixo-assinado-o-brasil-quer-salvar-o-museu-do-indio-do-brasil/
*Aqui o parente José Guajajara falando pela sua etnia na Aldeia Maracanã (Foto:  Zezzynho Andrady)
ALDEIA MARACANÃ (Síntese histórica)O governo do Rio de Janeiro está querendo retirar os indígenas da Aldeia Maracanã e por abaixo o casarão que foi o primeiro Museu do Índio, construído em 1862 para dar lugar a um estacionamento para o estádio...Destruir a Cultura e o Patrimônio Histórico para isso!

para os que acham que a luta pela sua preservação é só capricho de meia dúzia de índios e eco-chatos, como já foi dito aqui por alguns neo-fascistas

Aldeia Maraca-Nã e sua Importância como Patrimônio Brasileiro - Terreno de 14.500m2 doado pelo Duque de Saxe em 1865 para ser um Centro de Pesquisa e Referência Indígena e Sementes Nativas e Caboclas. Em 1910, o Marechal Rondon cria lá o SPI (Serviço de Proteção ao Indio). Em 19/04/1953 Darcy Ribeiro cria ali o primeiro Museu do Indio da América Latina e o Dia Nacional do Indio. Nela foi oficializado o Parque Nacional do Xingu. O prédio tem uma arquitetura histórica de "Art Nouveau" e teve ilustres presenças para a história do Brasil e do Mundo, que passaram ali. O prédio é tombado pelo patrimônio histórico, por ser construído antes de 1937. Desde 2005 ocorre ali uma ocupação indígena com mais de 15 etnias. E, inconstitucionalmente, o Estado do Rio está querendo demolir para transformar num shopping (na verdade um estacionamento - grifo meu) para a Copa do Mundo.
De: Rafael Aldeia Maracanã Rodrigues

sábado, 12 de janeiro de 2013

*NA ALDEIA MARACANÃ, INDÍGENAS RESISTEM A REMOÇÃO DO SEU POVO DO LOCAL E A DEMOLIÇÃO DO PRÉDIO HISTÓRICO QUE FOI O PRIMEIRO MUSEU DO ÍNDIO*

A gestão de Sérgio Cabral  e Eduardo Paes no Rio de Janeiro está passando o trator, o rodo e tudo mais em qualquer tipo de patrimônio cultural do estado, infringindo leis como a que protege de demolição prédios construídos antes de 1937, que é o caso deste aí (primeiro museu dos índio) construído em 1872...
A Aldeia Maracanã conclama a toda sociedade para participarem dos protestos contra a remoção dos povos indigenas que vivem no antigo museu do índio e protestar contra a demolição deste prédio mais que centenário...
Aldeia Maracanã como está hoje...
*Aldeia Maracanã na década de 40 com o Derby clube e suas baias para cavalos no entorno do prédio do museu do índio*


ALDEIA MARACANÃ (Síntese histórica)

para os que acham que a luta pela sua preservação é só capricho de meia dúzia de índios e eco-chatos, como já foi dito aqui por alguns neo-fascistas

Aldeia Maraca-Nã e sua Importância como Patrimônio Brasileiro - Terreno de 14.500m2 doado pelo Duque de Saxe em 1865 para ser um Centro de Pesquisa e Referência Indígena e Sementes Nativas e Caboclas. Em 1910, o Marechal Rondon cria lá o SPI (Serviço de Proteção ao Indio). Em 19/04/1953 Darcy Ribeiro cria ali o primeiro Museu do Indio da América Latina e o Dia Nacional do Indio. Nela foi oficializado o Parque Nacional do Xingu. O prédio tem uma arquitetura histórica de "Art Nouveau" e teve ilustres presenças para a história do Brasil e do Mundo, que passaram ali. O prédio é tombado pelo patrimônio histórico, por ser construído antes de 1937. Desde 2005 ocorre ali uma ocupação indígena com mais de 15 etnias. E, inconstitucionalmente, o Estado do Rio está querendo demolir para transformar num shopping (na verdade um estacionamento - grifo meu) para a Copa do Mundo.
De: Rafael Aldeia Maracanã Rodrigues

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Estréia hoje XINGÚ o filme,nos Cinemas brasileiros... Assistam!



Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo), 27 anos, Cláudio (João Miguel), 25, e Leonardo (Caio Blat), 23, os Irmãos Villas-Bôas, alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.

Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.

Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.

Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.

http://www.xinguofilme.com.br/

sábado, 17 de março de 2012

*CULTURA INDÍGENA NO MARACANÃ!!! IMPERDÍVEL!!!*


HOJE TEM FUNÇÃO NA ALDEIA MARACANÃ: HISTÓRIAS INDÍGENAS, PALESTRAS, BRINCADEIRAS PARA OS CURUMINS, DANÇAS INDÍGENAS, ARTESANATOS, COMIDAS TÍPICAS E MUITO MAIS!!! Endereço: Av. Radial Oeste, nas dependências do Maracanã, em frente a estação de Trem do Maracanã. Entrada Franca!!! Evento das 11:00 as 18:00horas. Prestigie!!!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

**Mais um dia de Consciência Indígena na Aldeia Maracanã - 11/02/2012 - Rio de Janeiro*

*Danças puxadas pelos índios de várias etnias: Puri, Guajajara, Pataxó.. Aqui, estou de azul dançando com a indiazinha Manuni à minha frente.
*Índio Aracuri Pataxó, atleta dos jogos dos povos indígenas, falando dos jogos e fazendo a demonstração de uma modalidade que é a Zarabatana* 
*Dança puxada pela índia em destaque de cocar amarelo e azul no meio de nós, ela é contadora de histórias indígenas...
*Mais um indígena puxando danças com energias muito positivas!
Desde bem pequenino, assimilando a cultura indígena...
*Faixada externa da Aldeia Maracanã na Radial Oeste, nos fundos do estádio do Maracanã. Neste local foi o primeiro museu do índio. A luta é grande para preservar, e nós estamos lá!

sábado, 21 de janeiro de 2012

*Estivemos no Dia da Consciência Indígena (21/01) Promovido pela Aldeia Maracanã - Rio de Janeiro

*Arte dos Guajajaras*
*O poder público continua com o descaso na assistência aos irmãos indígenas, verdadeiros donos destas terras brasilis! Alô Presidenta, quando é que vamos dar a devida dignidade aos nossos parentes indígenas???
*Precisa Desenhar mais?* Belo Monte não é bem-vindo!!!
*José Guajajara, Potira e Manumi, super receptivos!!!
*Olha só como ficou bonito!!!*
*Os amigos do Facebook também estiveram lá prestigiando! esta é a Cris do Instituto Ubuntu*
Mais informações sobre estas e outras ações indígenas no site:

*LITERATURA INDÍGENA NA REVISTA CONTINENTE*



A Revista Continente é uma publicação da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). Por Luiz Arrais, superintendente de criação, fui convidado a ilustrar a capa e a respectiva matéria especial da edição #133, que trata da chamada literatura indígena. 



A matéria, assinada pela jornalista Isabelle Câmara, destaca o crescente interesse por obras de autores indígenas no cenário editorial brasileiro. Diversos autores são lembrados, tais como Marcos Terena, Eliane Potiguara, Graça Graúna, Olívio Jekupé, Nhenety Kariri-xokó, Tkainã, Vãngri Kaingáng e outros. Há também uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku, que expõe sua percepção sobre a literatura indígena e toda a sua diversidade étnico-cultural. Também dei uma palhinha sobre o tema. Quem puder, confira a Continente, uma publicação muito bem cuidada. 




Tanto tradicionais quanto contemporâneas, ilustrei a matéria com estas as duas licocós acima, ou bonecas de barro feitas pelas mulheres Karajá. Uma delas lê. Enquanto a outra, digita em seu laptop. A identidade, manifesta nas formas, adereços e pintura corporal, dialoga com a contemporaneidade. Já para capa fiz um tributo ao povo Kambiwá, natural do sertão do Pernambuco (Ibimirim, Inajá, Floresta). Com seu paramento de palha de caroá, e maracás em punho, um índio participa do ritual do praiá. Do diadema, disposto feito uma boca, em vez de penas projetam-se línguas. Cada qual relacionada a uma família linguística indígena.

Fonte:

http://danielmunduruku.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

*DIA DA CONSCIÊNCIA INDÍGENA: A RESISTÊNCIA DA CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS - AIMBÊRE HOMENAGEADA PELO CACIQUE VALDELICE TUPINAMBÁ *


CENTRO CULTURAL INDÍGENA - RJ
DIA DA CONSCIÊNCIA INDÍGENA: A RESISTÊNCIA DA CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS - AIMBÊRE
HOMENAGEADA PELO CACIQUE VALDELICE TUPINAMBÁ


PROGRAMAÇÃO:
11h - Culinária Indígena, grafismo, artesanatos de várias etnias, sabonetes de Niara do Sol;
14h - Curso de Tupi-Guarani com os professores Urutau Guajajara e Zahy Guajajara
15 - Palestra com Sassá Tupinambá
16h - Contação de histórias com Indiara Caiapó, Doytyró Tucano, Dauá Puri, Carolina Potiguara, Zahy Guajajara, Afonso Apurinã e o teatro de bonecos das amigas Carmel Puri e Melissa Coelho.
17h - Iwira'ohaw (festa do moqueado, etnia Guajajara), Toré (ritual Pataxó) e a dança do A'uwe com as etnias Puri, Apurinã, Potiguara e várias outras
18h - Projeto "O Retorno da Arara Amarela"

APOIO: ISERJ, C E S A C, PROGRAMA TURMA CIDADÃ - CEFET, ÍNDIOS EM MOVIMENTO, CAEMA, SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS, OAB,DEFENSORIA PÚBLICA, GRUMIM, CEPPIR, PROJETO REDES, IAB E O PROJETO CANOA DO TEMPO.

LOCAL: ALDEIA MARACANÃ
RUA MATA MACHADO,126 - MARACANÃ - RJ -
PRÓXIMO À UERJ
ENTRADA PELA RADIAL OESTE.

ENTRADA FRANCA

http://centroculturalindigena.jimdo.com/

sexta-feira, 22 de julho de 2011

*As histórias dos índios, por eles mesmos - Débora Lerrer*

Ameaçada por grilagem de terras, desmatamento, garimpo, obras de governos e minada pela discriminação, a cultura dos  povos indígenas brasileiros resiste (agora também) em forma de literatura e conquistando espaço no mercado editorial. Há uma boa safra de escritores indígenas dedicados à literatura infanto-juvenil e publicados por diversas editoras, inclusive grandes como Martins Fontes, Paulinas e FTD. O ano de 2011 deve  terminar com pelo menos 19 títulos novos no mercado, entre os quais A cura da terra, de Eliane Potiguara, pela Global Editora, e Mondagará, de Rony Wasiry Guará, pela Saraiva.
Esse interesse se deve, em parte,  à Lei  11.645, aprovada em 2008, que  criou a obrigatoriedade de se tratar a temática indígena  e afro-brasileira no currículo escolar brasileiro. Mas também é possível que nomes como Daniel Munduruku, Graça Graúna, Yaguarê Yamã e  Olívio Jekupé estejam  ganhando as prateleiras das livrarias do país graças a suas vendagens, turbinadas recentemente pelas compras governamentais, via PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola).
A Global, com 11 livros de autores indígenas em seu catálogo, publicou o primeiro O Povo Pataxó e Suas Histórias em 1999 e depois não parou mais. Segundo seu editor, Luis Alves Junior, esses livros já vendiam bem antes da lei, tanto que alguns deles já haviam ganhado reimpressões – o livro Você se lembra, pai? de Daniel Munduruku, publicado em 2003, é um deles.
A lei chegou anos depois da  articulação de escritores indígenas em encontros nacionais, liderados pelo pioneiro Munduruku, e deflagrada há oito anos com grande apoio institucional da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. “Nós não endossamos o trabalho destes autores porque são indígenas, mas porque estão fazendo uma literatura de qualidade para as crianças”, diz Beth Serra, presidenta da Fundação.
Doutor em Educação e autor de 43 livros, a maioria dos quais infanto-juvenis, Munduruku, de 47 anos,  editou seu primeiro  livro, Histórias de Índio, em 1996, pela Companhia das Letrinhas, depois de bater em várias portas. Hoje já tem 20 edições.“Lançar livro para criança da cidade com ótica indígena era difícil. Na época, era sempre antropólogo, escritor, historiador que escrevia sobre o índio, que não tinha voz nem vez no mercado editorial”.
De lá para cá, Munduruku já abocanhou vários prêmios nacionais e internacionais, como o “Jabuti” de 2004  pela obra Coisas de índio, da Callis Editora.
Natural de Belém (PA) mas vivendo em Lorena (SP) há mais de 20 anos, Munduruku é formado em Filosofia, com Licenciatura em História e Psicologia. Ele chegou à literatura infanto-juvenil através de suas experiências como professor e educador social de rua da Pastoral do Menor em São Paulo, onde acabava contando as histórias que escutava quando vivia entre seus parentes aldeados.
Para ele, a literatura funciona como “maracá”, o chocalho que é utilizado como instrumento de cura pelos pajés. Acredita-se que dentro dos maracás há uma voz sagrada que é a que os pajés utilizam para conversar com os espíritos que fazem a cura das pessoas que os procuram. A literatura deles teria este componente. “É nosso maracá  para a sociedade brasileira”.  Para ele, esta  geração de escritores indígenas  escreve como uma forma de “curar o Brasil”, ajudando a sociedade “a conhecer sua história e não perder de vista a contribuição que os indígenas oferecem”.
Outro “parente” de Munduruku neste movimento que usa a literatura como “arma de defesa do povo indígena” é  Olívio Jekupé, de 45 anos,que teve que abandonar o curso de Filosofia por dificuldades econômicas. Publicando desde 2001, Jekupe é autor de um total de 11 livros, o mais recente “Tekoa – conhecendo uma aldeia indígena”, pela Editora Global. Jekupé, que vive na aldeia guarani  Krucutu, em São Paulo,  prefere denominar sua literatura de “nativa” e não de “indígena”  para diferenciá-la da literatura que os outros escrevem tendo o índio como objeto. “Ela sai de dentro da gente, do que conhecemos, pois escrever sobre índio não é só escrever, é preciso conhecer e viver essa cultura”.
Relatos orais das velhas gerações indígenas
Para Munduruku foi um acaso eles terem caído no gosto do público infantil. Acabou dando certo. “Não é que a gente escrevesse para crianças, é pelo teor das histórias que a gente conta. A gente recebia essas histórias de forma oral. Caía na nossa memória. E o nosso pessoal foi começando a aprender a escrever”.
Muito do que esta geração de autores indígenas faz é verter para o papel as lendas e histórias dos povos indígenas, repletas de conteúdos éticos e morais, que eram transmitidas oralmente para suas crianças há séculos, com clara função educativa.
Por outro lado, a literatura infanto-juvenil também é mais acessível a eles por serem livros menores e relativamente mais fáceis de escrever. Afinal, esta turma só recentemente está sendo escolarizada  com a preocupação em resguardar sua identidade étnica, ou seja, “sem desprezar sua identidade, desistir de sua história e desacreditar seus sábios”, observa Daniel Munduruku (Doutor em Educação e autor de 43 livros infanto-juvenis).
*Fonte:

sábado, 14 de maio de 2011

*EXIGIMOS RESPEITO À DIVERSIDADE CULTURAL! Reproduzo aqui uma Reivindicação Justa, Publicada no Blog do Escritor Daniel Munduruku!*

INDÍGENAS EM MOVIMENTO: POR UMA POLÍTICA CULTURAL PARA NOSSOS POVOS.
Amigos, amigas, aliados, aliadas,
Eu assino embaixo o protesto orquestrado pelo Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual - INBRAPI - contra o desrespeito e descaso que o Governo Brasileiro tem demonstrado para com a rica diversidade cultural de nossa gente indígena.
Faço isso não apenas como Diretor-Presidente do INBRAPI - incentivador desta ação -, mas também como cidadão brasileiro, indígena, escritor e militante da cultura nacional e que conhece os (des)caminhos da atual política cultural.
Gostaria que lessem com a devida atenção o conteúdo proposto e se sentirem a vontade para nos apoiar, engrossem nossas fileiras para que nossa ação ganhe contorno nacional.
"Índígenas em Movimento: Por uma Política Cultural para nossos Povos".
Saudações Kaingáng, parentes e aliados!



A criação de Pontos de Cultura Indígenas, dentro de terras indígenas a serem geridos por Organizações Indígenas foi uma reivindicação feita pelos nossos Povos e Organizações perante o Ministério da Cultura, que foi anunciada pelo MINC em uma cerimônia realizada no Memorial dos Povos Indígenas, então coordenado por Marcos Terena, em 16 de abril de 2009, celebrando o lançamento dos primeiros 30 Pontos de Cultura Indígena (PCI's), na Região Norte.
Em 2010, o MINC anunciou a implementação de outros 92 PCI's, porém restringiu a apresentação de propostas às OSCIP's, o que foi questionado pela Procuradoria Geral da República do RJ, que solicitou novo edital permitindo a participação de ONG's (já que existem pouquíssimas OSCIP's Indígenas no Brasil, mas há uma grande diversidade de Organizações Indígenas, muitas das quais atuam prioritariamente na área de cultura).
O resultado desse processo excluiu todas as Organizações Indígenas que apresentaram propostas e favoreceu grandes organizações (com aparato burocrático e capacidade técnica) e, pasmem: há organizações selecionadas para gerir Pontos de Cultura em 2 regiões em que a palavra CULTURA não figura nem no Estatuto da entidade!
É revoltante que em plena II Década Internacional dos Povos Indígenas (cujo objetivo é dar visibilidade às nossas demandas) o Governo Brasileiro continue designando tutores pra fazer as coisas em nome dos Povos Indígenas, como se não tivéssemos capacidade para fazê-las nós mesmos!
Que justificativa o MINC pode nos oferecer para explicar porque o Edital para implementação dos Pontos de Cultura Indígena por OSCIP's tinha prazo de 45 dias e permitia o envio de propostas por correio, no entanto, quando a Procuradoria Geral da República do RJ solicitou o cancelamento desse Edital para que as ONG's pudessem apresentar suas propostas o Chamamento Público para Implementação dos Pontos de Cultura passou a ter 15 dias de prazo e só permitia a inscrição de propostas via SICONV?
A ata redatada pela ABA é muito clara em demonstrar que a grande maioria das Instituições consideradas desabilitadas ou desclassificadas (incluídas todas as Organizações Indígenas que apresentaram propostas) tiveram suas propostas desabilitadas ou desclassificadas porque não tiveram tempo hábil ou não conseguiram cadastrar suas propostas no SICONV! Isso é usar tecnologia e burocracia pra promover exclusão e não diversidade cultural!
O Chamamento Público para Implementação dos Pontos de Cultura Indígena incluiu pontuação voltada para a capacidade técnica da organização proponente, valorizando a formação e a experiência dos antropólogos que compõem tais equipes, mas não atribuiu qualquer pontuação pelo fato de a Organização ser Indígena, nem de contar com a participação de profissionais indígenas, então que protagonismo é esse que se proclama em um edital que resultou na escolha de grandes organizações para implementar Pontos de Cultura Indígena em mais de uma Região, sendo que há entidades selecionadas que nem mesmo atuam na área de cultura!
Viemos recordar ao MINC, ao Governo e a sociedade brasileira que o princípio que deve orientar a implementação de Pontos de Cultura É PREMIAR INICIATIVAS CULTURAIS JÁ EXISTENTES e não financiar ONG's alienígenas ao contexto cultural dos nossos Povos!
O que houve com o princípio do multiculturalismo? Por que o princípio da diversidade cultural foi substituído pelo da massificação e homogeneização? Onde está a igualdade de condições e a transparência dos processos públicos para gerir ações afirmativas para Povos Indígenas em que somos os primeiros a serem excluídos quando deveríamos ser priorizados? Até quando o protagonismo e a livre-determinação serão demagogia e retórica em editais, programas e projetos governamentais para Povos Indígenas?
O INBRAPI vem denunciar e fazer um chamamento público contra a exclusão dos Povos Indígenas e de suas Organizações na seleção das Entidades Privadas sem fins lucrativos para implementar Pontos de Cultura Indígena no Brasil, no âmbito do Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura e solicitar a adesão e o apoio de parentes e aliados à Representação que segue em anexo, a ser protocolada no Ministério Público Federal na próxima semana!
Por cerca de 5 séculos disseram que somos incapazes e nos impuseram línguas, culturas e hábitos eurocêntricos!
Exigimos respeito aos direitos que o Estado Brasileiro consagrou em seu ordenamento jurídico: Somos Povos Indígenas e temos orgulho da nossa diversidade cultural e não assistiremos de braços cruzados que o nosso protagonismo seja violado pela burocracia Estatal!
Envie sua manifestação parentes, divulguem nosso protesto e juntem-se à nossa luta os aliados de Organizações Indígenas e Pró-Indígenas, da Academia, do Movimento Negro e das Comunidades Locais pelo respeito à diversidade cultural do Brasil!
Lucia Fernanda Jófej - Kaingáng
Fonte:

domingo, 8 de maio de 2011

*Bolívia cria Lei da Mãe Terra: País dá exemplo ao Mundo*


A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.

Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas, teriam de cortar também mais suas emissões.

A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. Ela também vai
assegurar o direito de o país "não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais".

Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos".  O presidente Evo Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a  4 graus centígrados, dadas tendências atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.

Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades. A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.

O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a solução das crises energética, climática e alimentar".  Segundo a filosofia indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida de todos os seres viventes em seu ventre."

*Fonte:

quarta-feira, 20 de abril de 2011

*Comemorando o Dia dos Nossos Parentes Indígenas no Pico da Coragem - Japeri - Rio de Janeiro, com alguns Alunos do 9º ano*

*Com o objetivo de trabalhar a saúde dos meus alunos e estimulando a compreensão de um estilo de vida saudável  com uma caminhada ecológica, levando ao conhecimento e prática dos jogos indígenas brasileiros, valorizando a cultura indígena como parte importante da formação identitária do povo e da cultura brasileira (LDB Lei 11.645/2008), trabalhando a integração grupal, o espírito de solidariedade e a conscientização ecológica aqui estamos nós nesta caminhada deliciosa ao PICO DA CORAGEM de Japeri!!!

*A subida é dura, são 5.400km de uma estradinha tranquila e íngrime. A galera reclama no começo mas, depois acostuma e não quer mais vir embora!

*Vale Apena estar no Pico da Coragem!

*Como em todo jogo indígena... os últimos também são os primeiros, porque todos são primeiros sempre, afinal, foram eles que chegaram primeiro aqui no Brasil!!!

*A luta corporal dos índios começa de joelhos e abraçados, os meninos aí bem que tentaram!

*O cabo de guerra tão comum nas escolas brasileiras, ninguém lembra que é um jogo indígena.

*E a peteca? é super legal e legitimamente indígena, alguém duvida?

*Nossa craque em embaixadinhas com  coco também deu show no futebol com coco!

*Aqui perna de pau feito eu também tem vez!

*No famoso cama de gato ou jogo dos fios os índios dão show e agente tenta tá bem?!

*A consciência ecológica nos manda e agente dá o recado. Tava lotado de lixo lá em cima uma pena! mas, agente contribuiu trazendo uma porção deste lixo para as lixeiras aqui debaixo!

*Olha só a marra do garoto, ele fez esta abdominal em um segundo, sem nem pensar, arrasou!!!

*Depois teve piquinique com frutinhas e similares, um luxo só! e a volta nem dá vontade de lembrar! só dá vontade de ficar!

*A prova do crime: Plaquinha do Pico da Coragem lá em cima mesmo!
*Professora Denise Guerra
*Na próxima semana eu volto com outra turma! Salve os Índios e a Natureza do nosso País Brasil!!
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