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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

*Depoimento de quem sofreu com o Racismo e chegou ao sucesso pela superação*

Desde os 12 anos, coloquei na minha cabeça que eu poderia me dar bem no futebol. Era um sonho, eu sabia. Então, por segurança, estudava para ser torneiro mecânico. Enquanto eu vendia pastéis em feiras livres, meus dois irmãos capinavam o jardim dos vizinhos. Mamãe oferecia tapetes nas ruas e papai era gari da prefeitura. A vida era difícil. Refrigerante e frango, só aos domingos. Na escola, como eu não tinha dinheiro para comprar doces na hora da merenda, meus amigos diziam: “Também, teu pai é preto e lixeiro”. Até hoje me lembro de um garoto branco, o Marcos. Ele era muito rico para os nossos padrões, mas era o único que não se incomodava com a minha cor. Era meu melhor amigo. Trocávamos as roupas e ele deixava eu usar as dele, muito mais caras e bonitas do que as minhas. Eu nunca ia às festas boas do meu bairro. Tinha medo da discriminação. Sei que os grã-finos me olhavam de maneira diferente, então procurava o povão em bailes funk. Tudo isso era triste para mim, mas a pior decepção foi quando me apaixonei pela filha de um marinheiro. Ele não admitia vê-la ao lado de um negro com cabelo black power. E esse racista arruinou tudo. Marcelo Pereira Surcin, o Marcelinho Carioca, jogador de futebol (Veja 26/06/98)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

*Jogo do AIÚ e Maculelê - dança Afro-indígena na Semana da Consciência Negra em Queimados*

A Secretaria de Educação de Queimados promoveu uma mostra pedagógica dos trabalhos realizados nas escolas  pela celebração da semana da Consciência Negra. Cada escola teve um stand com a exposição dos diversos trabalhos dos alunos e foram apresentados danças, jogos e capoeira. 
Nesta foto e na foto acima meus alunos estão prontos para a apresentação do Maculelê com direito a solos de capoeira

Os alunos cantaram oito músicas com o apoio do atabaque do mestre Sampaio e seu assistente, e dançaram vários  passos animados! Foi muito show!!!

O jogo do AIÚ ficou exposto no stand da escola e os alunos jogavam e ensinavam para aquele que quisesse aprender

domingo, 22 de agosto de 2010

*Relíquias Arqueológicas são Encontradas na Baixada Fluminense Revelando Nossa História Afro-Indígena e Européia*


Relíquias ao alcance das mãos. Moradores da Baixada Fluminense estão tendo a oportunidade, em uma exposição itinerante, de tocar em objetos deixados por seus antepassados de mais de 6 mil anos atrás. Os vestígios históricos — que mostram que já passaram por lá índios, escravos e europeus — foram resultado do trabalho de especialistas que descobriram, até agora, 33 sítios arqueológicos na região. Supervisionadas pela Secretaria estadual de Obras, as escavações ocorreram durante as obras do Arco Metropolitano, que ligará Itaguaí a Itaboraí. 



Os locais foram descobertos ao longo dos mais de 70 quilômetros de obras de construção do Arco Metropolitano. Em Duque de Caxias, foram encontrados sete sítios. Em um deles, chamado de Sambaqui do São Bento, foram localizados registros dos sambaquianos, povo que vivia em bando, de no máximo 30 pessoas, e que se alimentava, principalmente, de moluscos e frutos do mar. Muito primitivos, eles usavam pedras como ferramentas. 



Já no local considerado um dos mais importantes do trabalho, que começou ano passado, o Sítio Aldeia das Escravas 2, foram resgatados objetos que marcam a presença tanto do povo indígena como do europeu. Segundo a arqueóloga e coordenadora do projeto, Jandira Neto, é certo que houve uma longa ocupação nesse trecho. 



— Encontramos louças europeias do século XVI e do XVIII. Isso mostra que houve uma ocupação colonial de pelo menos 300 anos — explicou Jandira. 



Em Japeri, foram encontrados registros de uma aldeia tupi-guarani. No local, foi resgatada uma urna funerária usada pelos índios: 



— Essa é uma das maiores urnas encontradas. No local, havia material que revelou a presença dos índios e também da colonização europeia.



‘O índio que estava aqui é um parente’ 


A arqueóloga Jandira Neto, do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), explica como aconteceu a ocupação da Baixada Fluminense: 

— Aqui viveram pessoas muito antigas como os sambaquianos e os tupi-guaranis. Depois, chega o homem branco, colonizador, que reocupa essas aldeias. Eles trazem os negros, que por meio do trabalho nos engenhos, deixam a sua cultura. A miscigenação já existe. O povo brasileiro é essa mistura, do mais antigo sambaquiano até o negro. 


Porto do Barriga 


Entusiasmada com o resultado das escavações dos sítios arqueológicos, Jandira enumera as conquistas obtidas a partir das obras do Arco Metropolitana do Rio de Janeiro. 

— Já existiam relatos de viajantes e alguns documentos sobre a ocupação. Sabíamos, por exemplo, que existiu um porto, chamado de Porto do Barriga, mas ninguém tinha conhecimento de onde ficava exatamente. Agora, já temos uma noção da sua localização. A diferença é que temos as peças, que provam que os relatos eram verdadeiros — afirmou a arqueóloga.

Linha do tempo mostra como foi a ocupação da região 


A mostra com parte dos objetos encontrados nas escavações dos sítios arqueológicos está em cartaz em Nova Iguaçu. O visitante aprende, por meio de uma de linha do tempo, como é feito o trabalho dos especialistas que buscam recontar a história da Baixada Fluminense. 

No topo da terra estão objetos utilizados atualmente, que serão descobertos daqui a centenas de anos pelos futuros arqueólogos. 

Após as primeiras escavações são encontrados vestígios dos povos africanos, trazidos pelos portugueses para serem escravizados no Brasil. Nesse estágio, são vistos cachimbos e ferramentas usadas pelos negros. 

Em um nível anterior, estão vestígios dos europeus, que trouxeram as primeiras porcelanas e introduziram no dia a dia utensílios como o penico.
Abaixo deles estão os índios tupi-guaranis, com suas urnas funerárias e cerâmicas. Antecedendo esse nível, são encontrados objetos da tribo Itaipu, que já produzia ferramentas rudimentares para caçar e cozinhar. Finalmente, na base, estão os vestígios dos sambaquianos, com suas pedras usadas para preparar os alimentos. 

ATENÇÃO AOS DIAS E LOCAIS DA EXPOSIÇÃO:
Patrocinada pela Secretaria estadual de Obras, a exposição ficará em Nova Iguaçu até o dia 27 de agosto, no prédio do antigo Fórum, no Centro do município. No dia 30 de agosto, a mostra chega a Japeri. No dia 20 de setembro é a estreia na cidade de Seropédica. Por último, chega a Itaguaí, no dia 4 de outubro.
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*Fonte: 
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

*Concurso Valoriza Cultura Afro-brasileira e Indígena* Participe!*




A iniciativa desafia os alunos que cursam entre o 5º e o 9º ano do colégio, das escolas públicas e privadas de todo o Brasil, a responderem a pergunta que dá nome ao concurso em, apenas, 120 caracteres. A intenção do projeto é incentivar o contato entre os jovens da cidade e aqueles que moram em meio a natureza, estimulando o respeito às diferentes culturas. 

Os autores das cinco melhores frases e seus respectivos professores ganharão uma viagem para a Amazônia, com direito a passeios pelas aldeias indígenas da região, observação noturna de jacarés e, até mesmo, pesca de piranhas. 

Os interessados em participar podem se cadastrar no site do concurso e enviar sua resposta à Editora FTD, pelo correio, até o dia 12 de setembro. O nome dos ganhadores será divulgado no dia 20 de outubro, no próprio portal da iniciativa. 

Concurso “Por que devemos valorizar a cultura afro-brasileira e indígena?” 
Inscrições até o dia 12 de setembro 
Mais informações no site:

http://www.ftd.com.br/hotsite/concursocultural2010/view/
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