terça-feira, 30 de março de 2010

♫TAMBOR DE ALELUIA - 03/04/2010 - no Centro do Rio de Janeiro -Veja a Programação♫


O Tambor de Aleluia foi criado em 2002 pelo núcleo de folguedos brasileiros As Três Marias, um dos grupos que formam a CASA, Cooperativa de Artistas Anônimos. Fazem parte desse coletivo o Teatro de Anônimo, Centro Etc e tal, Cordão do Boitatá, O Pedras, Circo Dux, Leões de Circo com Julio Adrião e Sidney Cruz e Teatro Diadokai, que mantêm a programação do projeto Mercado do Peixe. “Há alguns anos mudamos o evento de Santa Teresa para o centro. Além de reunir a imensa comunidade nordestina do Rio que quer manter vivas as manifestações folclóricas do Maranhão, Pará...etc, temos acolhido também uma boa parte da comunidade do centro do Rio. A festa do Tambor de Aleluia se consagrou como mais um espaço para a religiosidade, cada dia mais difícil nas cidades grandes. Costumam comparecer mais de três mil pessoas por ano”, explica Juliana Manhães, uma das coordenadoras do projeto, integrante do grupo As Três Marias.
*
*Recebido através de email assinado pelo Setor de Difusão Cultural Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

sábado, 27 de março de 2010

*Hoje é o DIA DO CIRCO! Tem Palhaço, Trapezista, BAILARINA e muito mais...*

video



Ciranda da Bailarina
(Edu Lobo / Chico Buarque -Do album Circo Místico - Assista ao Vídeo)

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem

Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém

Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem

Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também

Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem

Todo mundo tem...
Caros leitores e amigos, hoje é o dia do Circo, dia de alegria, dia de magia e também de celebrar a inocência da criança. Adoro esta música do Chico Buarque que trás exatamente a ingenuidade da criança e as vivências comuns a elas, só que a Bailarina por seu esteriótipo aplumadinho "não faria" parte do mundo real da criança e portanto, não teria estes "probleminhas" no seu dia-a-dia. Curtam o Vídeo e a letra da música. Quem não conhece já pode passar pras crianças de casa. Salve o Circo e toda sua magia!
Fontes:

quinta-feira, 25 de março de 2010

*FÓRUM ESTADUAL INTERSETORIAL VOZ AOS POVOS: QUILOMBOLAS, ASSENTADOS E ACAMPADOS RURAIS, INDÍGENAS E PESCADORES ARTESANAIS*


DATA: 05 de Abril de 2010
HORÁRIO: 14:00 às 17:00 horas
MUNICÍPIO: Rio de Janeiro
LOCAL: prédio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (6º andar s/647)
ENDEREÇO: Praça Cristiano Ottoni, 6º andar – sala 647 – Centro – prédio da Central do
Brasil.
*
O FÓRUM VOZ AOS POVOS tem como objetivo promover a visibilidade, valorização e reconhecimento dessas populações e promover o acesso às políticas públicas. Assim gostaríamos de destacar a importância da participação de todos com a perspectiva de planejar a atuação do fórum para o ano 2010.
*
Contato: Secretaria Executiva do Fórum Voz aos Povos:
Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos-
Subsecretaria de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos
End. Praça Cristiano Ottoni s/nº Ed. D. Pedro II – 6º andar. Centro – Rio de Janeiro, RJ – CEP. 202221-250
Tel/ Fax. (21) 23345500
Email dh@social.rj.gov.br Site: www.social.rj.gov.br
forumintersetorialvozdospovos@gmail.com

terça-feira, 23 de março de 2010

*Tirinhas do HENFIL* Viva os povos da Floresta!


*Saudades do Henfil e seus irmãos Betinho e Chico Mário, uma família a favor da justiça, da ética, da sociedade, das artes e da vida. Neste quadrinho, o personagem Humberto, o frei magro e comprido, leva o índio Madruga ao frei baixinho para ser inserido à civilização, mas, antes ele precisa ser vacinado por todas as doenças que não possui; o frei então conclui que por não ter nada "Eles estão atrasadíssimos"! Antes tivessem continuado desta forma! Viva os povos da Floresta!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Mundial da ÁGUA - Salve a nossa maior Riqueza!

ÁGUA (DJAVAN)

Tudo que se passa aqui

Não passa de um naufrágio

Eu me criei no mar

E foi lá que aprendi a nadar

Pra Nada

Eu aprendi pra nada
*

A maré subiu demasiada

E tudo aqui está que é água

Que é água
*
Água pra encher

Água pra manchar

Água pra vazar a vida

Água pra reter

Água pra arrasar

Água na minha comida
*
Água pra encher

Água pra manchar

Água pra vazar a vida

Água pra reter

Água pra arrasar

Água na minha comida
*

Água, aguaceiro

Águadouro

Água que limpa o couro

Couro até mata
*

Água, aguaceiro

Águadouro

Água que limpa o couro

Couro até mata
*

Água, aguaceiro

Águadouro

Água que limpa o couro

Couro até mata
*

Água, aguaceiro

Águadouro

Água que limpa o couro

Couro até mata
*

domingo, 21 de março de 2010

*20/03 - DIA DO CONTADOR DE HISTÓRIAS* veja o Credo do Narrador Oral*



*Ontem foi o dia do contador de história e, portanto, desejo saudar nossos ancestrais, nossos avós, nossos pais, nossos professores que sempre nos contaram e nos contam histórias, iluminando nosso mundo imaginário enchendo de magia nosso pensamento e nosso coração! afinal, "Quem conta um conto,aumenta um ponto". Para homenagear esta linda função eu trouxe o CREDO DO NARRADOR ORAL e tenho certeza que houve uma vez em que acreditamos nisso tudo!


CREDO DO NARRADOR ORAL (GRIÔT)


Creio no contador, como memória viva do amor e creio em seu filho, e no filho de seu filho, e no filho de seu filho, porque eles são a estirpe da voz, os criadores da terra e do céu das vozes: voz das vozes.

Creio no contador, concebido nos espelhos da água, nascido humilde, tantas vezes negado, tantas vezes crucificado, porém nunca morto, nunca sepultado, porque sempre ressuscitou dos vivos congregando-os a ser: xamã, fabulista, contador de histórias...

Creio na magia que na entrada das cavernas acendeu o primeiro fogo que reuniu como estrelas: o assombro, o tremor, a fé.

Creio no contador, que desde os tempos tribais a todos antecedeu para alcançar-nos por que é. Creio em suas mentiras fabulosas que escondem fabulosas certezas, no prodígio de sua invenção que vaticina realidades insuspeitas, e também creio na fantasia das verdades e nas verdades da fantasia, por isso creio nas sete léguas das botas, na serpente que antes foi inofensiva galinha, e no gato único no mundo, aquele gato que ao miar lançava moedas de ouro pela boca.

Creio nos contos de minha mãe, como minha mãe acreditou nos contos de minha avó, como minha avó acreditou nos contos de minha bisavó e recordo a voz que me contava para afastar a enfermidade e o medo, a voz que recordava os conselhos entesourados pela mãe para passá-los ao filho;— Não te desvies do teu caminho.— Nunca faças de noite o que possas te envergonhar pela manhã.

Creio no direito da criança escutar contos; e mais, creio no direito das crianças vivas dentro dos adultos de voltar a escutar os contos que povoaram sua infância; e mais, creio nos direitos dos adultos desde sempre e para sempre de escutar contos, outros novos contos.

Creio no gesto que conta, porque em sua mão desnuda, despojadamente desnuda, está o coelho.

Creio no tambor que redobra, porque o que haveria sido do mundo se não tivesse sido inventado o tambor, se a poesia não reinventasse o mundo dentro de nós, se o conto, ao improvisar o mundo, não o reordenasse, se o teatro não desvelasse a cerimônia secreta das máscaras e por isso...Por que creio, narro oralmente.

Creio que contar é defender a pureza, defender a sabedoria da ingenuidade, defender a força da indagação. Creio que contar é compartilhar a confiança, compartilhar a simplicidade como transparência da profundidade, compartilhar a linguagem comum da beleza. Creio que contar É UMA FORMA DE AMOR!

Garzón Céspedes


*Fonte:

sábado, 20 de março de 2010

*ZAPOQUÊ de São Paulo, JOQUEMPÔ da influência Japonesa ou simplesmente PEDRA, PAPEL ou TESOURA no mundo todo*



Pedra, papel e tesoura (também chamado popularmente joquempô no Brasil, do japonês じゃんけんぽん, janken-pon) é um jogo recreativo simples para duas ou mais pessoas, também usado em outros países como um método de decisões rápidas. Não exige equipamento ou habilidade especial, sendo muito usado como método para se escolher uma pessoa em um grupo (como na escolha de equipes para a prática desportiva, por exemplo). A probabilidade de cada jogador ganhar é a mesma, embora alguns profissionais treinados sejam capazes de detectar o comportamento do adversário.

No jogo de Pedra, Papel, Tesoura, os jogadores devem simultaneamente esticar a mão, na qual cada um formou um símbolo (que significa pedra, papel ou tesoura). Então, os jogadores comparam os símbolos para decidir quem ganhou, da seguinte forma:


Pedra ganha da tesoura (amassando-a ou quebrando-a).
Tesoura ganha do papel (cortando-o).
Papel ganha da pedra (embrulhando-a).
A pedra é simbolizada por um punho fechado; a tesoura, por dois dedos esticados; e o papel, pela mão aberta. Caso dois jogadores façam o mesmo gesto, ocorre um empate, e geralmente se joga de novo até desempatar.

O jogo é conhecido em vários lugares do mundo, e é acompanhado de "gritos" ou rimas diferentes: Nos países lusófonos, os jogadores geralmente dizem "Pedra, Papel, Tesoura" antes de jogar, e no Brasil também é comum se dizer, alternativamente, "Jan-Ken-Po" devido à influência de imigrantes japoneses.


Em alguns países, substituem-se a pedra, a tesoura e o papel por outros símbolos. Por exemplo, na Índia usam-se "homem", "arma" e "tigre", sendo que o homem usa a arma, a arma mata o tigre, e o tigre mata o homem. Também é comum a criação de vários outros símbolos, de acordo com a cultura popular, as situações em que o jogo é disputado e muitas outras variáveis. O que vale é a imaginação livre dos jogadores.
Outra característica que difere os jogadores de pedra, papel, tesoura ao redor do mundo é que alguns povos jogam assim que a última palavra do "grito" é dita, e outros dizem as palavras e então jogam. Essa diferença de tempo pode levar a vitória por parte de um oponente que faça sua jogada depois, caso ambos não estejam de comum acordo.


Há ainda outras variações que incluem mais de três sinais básicos. Estas diferem-se, por um único sinal ganhar e perder de mais de um outro sinal. Por exemplo, pode-se incluir fogo, que ganha do papel como a tesoura; água, que ganha da pedra (originou-se do provérbio "Água mole, pedra dura tanto bate até que fura"); e outros ainda como linha e agulha. Em geral, costuma-se organizar bem antes de utilizar mais de três sinais, para que o jogo continue equilibrado. Por exemplo, estaria errado em jogar com pedra, papel, tesoura, fogo e água, pois, nesse caso, a água venceria de todos: apagaria o fogo, furaria a pedra, enferrujaria a tesoura, e molharia ou desmancharia o papel.


O americano Sam Kass criou uma variação que foi popularizada no seriado The Big Bang Theory chamada Pedra, papel, tesoura, Spock, lagarto. Na variante acrescenta-se: pedra esmaga lagarto, lagarto envenena Spock, Spock quebra tesoura, tesoura decapta lagarto, lagarto come papel, papel contesta Spock, Spock vaporiza a rocha.

Torneios de Pedra, Papel, Tesoura são disputados em alguns países. Há uma associação mundial de jogadores, a "World Rock Paper Scissors Society" (WRPS), que instituiu um campeonato mundial em 2002. O campeonato é conhecido por seus grandes prêmios em dinheiro e pelos excêntricos competidores, e é televisionado nos Estados Unidos pela FOX Sports Net. O campeonato é disputado anualmente em Toronto, no Canadá. Em junho de 2008, Sean Dears recebeu um prêmio de 50 mil dólares ao sagrar-se campeão americano nesse jogo.

Quando eu trabalhava como Musicoterapeuta um estagiário de São Paulo me trouxe tal brincadeira com o nome de Zapoquê. Eu não a conhecia e também não achei na web a dita brincadeira como o nome Zapoquê. O estagiário me disse que era po causa da influência japonesa em Sampa, o que sabemos ser verdade pois, o jogo dos japoneses tem um nome parecido Janken-pô. Mas, se pensarmos que é mais fácil falar ZAPOQUÊ ao invés de PEDRA, PAPEL OU TESOURA, para começarmos uma escolha, acho que o pessoal de São Paulo facilitou o jogo. APROVEITE E BRINQUE COM SEUS ALUNOS, FILHOS, SOBRINHOS ETC!

*Fonte: Cultura Popular e o site abaixo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra,_papel_e_tesoura

sexta-feira, 19 de março de 2010

*NAS ROTAS DOS PAJÉS*



Projeto de visitação a comunidade indígena Tapuya/Fulni-ô do “Santuário Sagrado dos Pajés”


Desde o início da década de 90, grupos de estudantes, crianças, pesquisadores de Brasília, das cidades Satélites do Distrito Federal e de várias partes do Brasil visitam a Terra Indígena do Santuário dos Pajés interessados em conhecer a tradição cultural e religiosa indígena que se desenvolveu em função da peregrinação ao centro espiritual e ao meio ambiente onde este se desenvolve.


Hoje a visitação está renovada pelo projeto “Nas rotas dos Pajés” da Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI) do Santuário Sagrado dos Pajés que promove a educação intercultural entre sociedades de saberes diversos e o ensino dos saberes ancestrais indígenas, uma oportunidade única para as crianças e os jovens viajarem ao vivo e a cores pelas rotas ainda vivas e resistentes da tradição indígena do nosso querido Planalto Central Tapuya bem no coração do Plano Piloto de Brasília.


A ancestralidade espiritual e histórica que representa o Santuário dos Pajés faz da comunidade indígena Tapuya o elo que a liga ao passado indígena do Planalto Central através das culturas indígenas do tronco etno-lingüístico Macro-Gê que se localizavam na área de cerrado do altiplano brasileiro, migrando depois para várias partes do território do Brasil em direção ao nordeste, centro-oeste, sudeste e sul.


Não por acaso os Tapuyas/Fulni-os são falantes do idioma Yhatsalé (nosso idioma) ou Yhatê (nossa língua) do tronco linguistico Macro-Gê, únicos índios do nordeste que preservaram sua língua. A dispersão dos grupos indígenas de este tronco etno-linguistico pelo nordeste do Brasil através do rio São Francisco e Tocantins deve ter ocorrido por volta de aproximadamente 2.000 anos a.C e suas marcas estão presentes em diversas artes rupestres da região de Pernambuco, Bahia, Piauí e Goiás, consideradas pelos pajés tapuyas as inscrições sagradas de nossos antepassados.


Os tapuyas então fizeram uma viagem de volta a sua fonte primitiva e ancestral durante a construção da nova capital do Brasil em 1957, vindo como mão-de-obra-indígena trabalhar como operário da construção civil. Durante os períodos de descanso dos trabalhos nos canteiros de obra os pioneiros índios candangos iam para as matas de cerrado para rezar e manifestar suas crenças e ritos religiosos. Assim nesse ponto de reza onde se localiza a atual área do Santuário dos Pajés revelado pela espiritualidade ancestral tapuya aos pajés através dos chamados e das marcas sagradas da terra se levantou a tribo do Cerrado e com ela a missão de zelar pela terra. Como dizem nossos pajés “No Espírito não chegamos aqui, mas sempre estivemos aqui”. Outras etnias com o tempo vieram a integrar a comunidade indígena do Santuário como Guajajara, Korubo e Tupinambás, hoje uma pequena comunidade tribal tradicional que habita na única área de cerrado preservado no Plano Piloto de Brasília de aproximadamente 55 hectares.


Assim se levantou o Santuário Sagrado dos Pajés, um ponto sagrado que liga as rotas tradicionais dos antepassados: rotas religiosas, de troca e fuga, reconhecidas pelo nosso povo indígena ancestral.


Milhares de etnias passaram pelo Planalto Central durante os séculos que se seguiram a invasão e ocupação dos territórios indígenas. Fugindo do massacre, da perseguição e da escravidão, o Planalto Central é um ponto da memória espiritual e histórica do espírito do índio no tempo. Como falavam os anciãos da tribo: “o traçado do plano piloto é o cruzamento das rotas de fuga indígena vindas de leste para oeste e do sul para o norte”.


As passagens nessas terras do Planalto Central pelos conquistadores bandeirantes nos séculos XVII e XVIII como Bartolomeu da Silva Bueno (o Anhanguera, em tupi “diabo velho”) e seu filho, o Anhanguera II, que cruzaram os cerrados do Distrito Federal em busca de ouro, escravos e domínios territoriais para fazendas de gado, fundando cidades no entorno de Brasília como Formosa, Planaltina, Luziânia, Pirinópolis, Unaí sob as sombras dos milhares de índios que fugindo do extermínio colonial deixou profundas marcas na memória, na cultura e traços arqueológicos nas terras do Planalto Central.


Área de antigas tabas indígenas como Quirixás, habitantes de Planaltina, Acroás, Xavantes, Aquirás, Xacriabás, Goyás, Araés, Xerentes, Apinajés, Kaiapós, Timbiras, Tapirapés, Tupináes, Avacanoeiros, e que deixou marcas espirituais nos nomes do Planalto Central do Distrito Federal: taguatinga, paranoá, guará, itiquira, guariroba, taquari, arapoangas, unaí, taquari. E os seus espíritos estão acordados!


O Santuário dos Pajés está no cinturão cósmico da América do Sul numa faixa que cobre o centro sagrado da cidade de Cuzco no Peru cruzando o “Qhapaq Ñan”, a Linha da Verdade e da Justeza, entre os paralelos 10° e 17° ao sul da linha do Equador da Terra. A América do Sul é um Índio indomável, justo, sábio e generoso cujo coração está bem no centro do Brasil, no Santuário Sagrado dos Pajés.


Não apenas o padre italiano Dom Bosco profetizou sobre a construção de Brasília, pois a antiguidade, a ancestralidade de nossas raízes nessas terras há muito tempo comunicou aos nossos maiores pajés sobre este centro espiritual e seu destino histórico nesses cerrados tapuyas do amanhã. Não sendo, portanto uma coincidência a região de Brasília ser considerada uma área mística e de grande força espiritual, porque o sagrado indígena há milênios habita nessas terras.


O Santuário dos Pajés é o Templo Espiritual dos Povos Indígenas das Américas, registro da memória e da espiritualidade indígena ancestral, o elo milenar de um enigma que une a todos nós da América Índia. O Santuário Sagrado dos Pajés está inscrito na verdade de nossos ancestrais de que “a plenitude do sentido da vida está em unir o passado e o futuro no presente”. Viva O Santuário Sagrado dos Pajés!!


O projeto "Nas rotas dos Pajés" está voltado especialmente às instituições de ensino conforme a Lei 11.645 de 10 de março de 2008 que prevê a inclusão obrigatória no currículo oficial o estudo da História e da Cultura Indígenas, visa através de uma visitação orientada e planejada no interior da própria Terra Indígena Santuário dos Pajés, num ambiente de intercambio cultural que propicia uma vivência única de tolerância humanista entre as culturas e etnias que compõem o Brasil, o respeito às diferenças e a valorização do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental dos povos indígenas do Brasil, fornecendo algumas das ferramentas necessárias para uma maior compreensão da organização sócio-cultural indígena, de suas formas tradicionais de manejo dos recursos naturais, da história indígena regional e, sobretudo, da importância de se reconhecer que a preservação do meio ambiente natural é conseqüência da cultura e cosmovisão indígenas, resultado de um modo de ser e de um modo de vida com profundos valores éticos, espirituais e morais.!! HAYAYA!!!!AWIRY!!




*Fonte: http://www.santuariodospajes.blogspot.com/
Visitações de segunda à sábado (manha e tarde)Contatos para agendar visitação e Informações: (61) 81239241/ 81833980

terça-feira, 16 de março de 2010

*Contra a covardia! Em defesa do Rio de Janeiro!



Prezados Leitores,

Apesar de fugir um pouco dos objetivos deste blog, venho aqui me posicionar contra a emenda do famigerado deputado Ibsen Pinheiro, o chamado projeto do pré-sal que redistribui os royaties do petróleo no Rio e que com tal decisão, já aprovada pela camara dos deputados, o Rio irá perder R$ 7 bilhões de receita, além da arrecadação potencial futura.

Eu sei que o óleo extraído do Rio responde por 85% da produção nacional, mas, também sei que há estados com outras riquezas e que nunca cogitaram em dividir conosco ou com qualquer outro estado brasileiro. Também acho estranho trabalharmos e usurparmos nossas riquezas para dar de mão beijada aos outros estados que nada produzem. Ninguém trabalha de graça, nem tão pouco trabalha para ter resultado negativo!

Penso que o Rio deve ajudar aos estados brasileiros mais miseráveis como todos os outros estados deveriam fazê-lo, no entanto, isso não significa partilhar arbitraria e injustamente nossas riquezas. Não sou simpatizante de nenhum partido político atualmente e nem estou fazendo campanha política para nenhum candidato, mas, SOU CONTRA A EMENDA IBSEN! EM DEFESA DO RIO DE JANEIRO E SUAS RIQUEZAS!

Saudações Cariocas! Denise Guerra!

sexta-feira, 12 de março de 2010

*O Amor é Lindo, o Que Mata é a Cruel Realidade!*

*Amigos e Leitores, já faz algum tempo eu queria falar sobre o srº Osvanio, ou Pelé como ele se apresenta. Como eu trabalho em Japeri duas vezes por semana, município bem distante do Rio de Janeiro e com um dos mais baixos IDHs do estado, viajo sempre de trem, o que dá um pouco mais de uma hora da minha casa até o final da viagem deste ramal.
*
No trem de Japeri, durante a longa viagem, encontramos vendedores ambulantes de todos os tipos de produtos e também pedintes diversos. Um destes vendedores, apesar de aparecer esporadicamente, é o srº Osvanio um poeta popular. Nosso Pelé poeta, tem 72 anos, é negro, anda com uma bengala, declamando com sua voz baixinha e rouca os seus poemas. Ele oferece, por R$1,00, os seus mini-livrinhos como este aí. Os livrinhos tem 6 páginas, escritas na frente e no verso, nos quais srº Osvanio além de vender seus poemas, oferece ao comprador um poema exclusivo de brinde, com nosso nome feito na hora, declamando-o alegremente! Se o comprador for do sexo masculino ele pergunta o nome da amada e diz que os versos são para que o comprador dedique à sua amada. Srº Osvanio segue declamando e falando das situações que encontra no trem, mesmo com a voz baixa, seu sorriso comove e encanta quem presta atenção em sua apresentação. Comprei o livrinho acima no ano passado e agora quero dividir um destes singelos versos com vocês:
*
O Amor é Lindo (Osvanio de Almeida - Pelé)
*
Roubei-te um beijo e disseste
Que ser ladrão é pecado
Pois deixe-me devolver
O beijo que foi roubado
*
Adeus chorando disseste
Adeus te dei e sorri
Chorando tu me esqueceste
Sorrindo não te esqueci
*
Fitei seus olhos não minto
Teus lábios não posso olhá-los
Quanto mais vê-los
Mais sinto desejo de beijá-los
*
Como é lindo o nosso amor
Numa noite de luar
Bem juntinho de você
Não vejo o tempo passar

domingo, 7 de março de 2010

*A Mulher e o Esporte: Preconceito e Superação*



Caros amigos, organizei este texto para os meus alunos e postei no blog da escola mas, como o público não é o mesmo e pode servir a outras escolas estou postando aqui. Espero que ajude nas reflexões que este dia inspira. Com Dedicação, Denise Guerra.


A polêmica sobre a prática de atividade esportiva por mulheres é tão antiga quanto a dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, onde os homens competiam nus e as mulheres eram proibidas até de assistir às competições. O veto às mulheres estava no primeiro item do regulamento Olímpico, que proibia a participação de mulheres em qualquer modalidade. Às mudanças foram lentas até que vários séculos se passaram antes que às mulheres começassem a conquistar o direito de praticar alguns esportes.


Na Idade Média, com o comportamento fortemente influenciado pela Igreja Católica, a prática esportiva ainda continuava proibida para as mulheres. Só a partir do Renascimento é que as mulheres foram liberadas a praticar algumas modalidades femininas. A mulher só conseguiu conquistar um espaço mais significativo no esporte após a mudança provocada pelas idéias dos filósofos humanistas.


Apesar de vários avanços, a participação efetiva do sexo feminino nos esportes competitivos aconteceu apenas nos jogos olímpicos de 1900, onze mulheres foram até Paris, na França, para participar dos I Jogos Olímpicos da era Moderna. Desde então, a participação feminina nos Jogos Olímpicos tem crescido constantemente, a ponto de restarem poucas modalidades que não oficializaram as competições para os dois sexos.


Todas as atletas reconhecem problemas para a prática do esporte inerente ao sexo, como a gravidez, mas conseguem supera-los juntamente com a dificuldade de patrocínio, divulgação na mídia e o preconceito. Argumentos como a masculinização da mulher esportista são derrubados todos os dias pela ciência ou pelas atletas, na medida em que se tornam mais conhecidas e respeitadas pela mídia.


Nos esportes que exigem esforços contínuos, seria inimaginável há alguns anos, a participação das mulheres, sobretudo os tidos como mais radicais, era vista como reservas por boa parte do meio esportivo a até no meio acadêmico. Afinal, muitos defendiam que as diferenças físicas entre os sexos seriam um fator de impedimento para que as mulheres praticassem esportes como judô, box, karatê, maratona, salto com vara, salto triplo, futebol, basquete e ciclismo, que tanto demoraram para se abrir à participação feminina. A conquista de um espaço maior para as mulheres no esporte brasileiro só tem sido possível graças ao esforço de um grupo de atletas que lutam para quebrar recordes e preconceitos. Viva a Mulher Brasileira!


Denise Guerra - Profª de Educação Física.
Foto: Mauren Magic - Atleta brasileira

sexta-feira, 5 de março de 2010

*Blog Escola Lugar de Ser Feliz*


Caros Amigos este é o Blog de uma Escola do município de Queimados da qual faço parte. Estou colaborando na gestão deste blog por causa das vivências que já possuo com esta ferramenta da web. O Blog 'Escola Lugar de Ser Feliz' foi criado para ser um espaço de encontro das pessoas envolvidas no processo educacional da E. M. Profº Washington Manoel de Souza e da sociedade brasileira representados a princípio por seus alunos, professores, diretores, profissionais administrativo e de apoio, e num segundo momento por todo aquele que queira contribuir com o crescimento da comunidade escolar em questão e do ensino brasileiro. Faremos postagens semanais ou conforme se faça necessário comunicar algum assunto relativos ao processo de ensino-aprendizagem e suas práticas na escola. Quando puder visitem nosso espaço escolar e se for possível deixe a sua colaboração, queremos fazer muitos amigos em nossa escola. Cordiais Abraços! Obrigada! Profª Denise Guerra.
http://escolalugardeserfeliz.blogspot.com

terça-feira, 2 de março de 2010

*Pensamentos do Mestre Darcy Ribeiro Sobre Nossa Brasilidade*


"Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é, um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros. Atualmente, estamos queimando, desgastando milhões de mestiços brasileiros, na produção não do que eles consomem, mas do que dá lucro às classes empresariais."
( DARCY RIBEIRO )


"Dizem, também, que nosso território é pobre - uma balela. Repetem, incansáveis, que nossa sociedade tradicional era muito atrasada - outra balela. Produzimos, no período colonial, muito mais riqueza de exportação que a América do Norte e edificamos cidades majestosas como o Rio, a Bahia, Recife, Olinda, Ouro Preto, que eles jamais conheceram."
( DARCY RIBEIRO )
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