sábado, 27 de fevereiro de 2010

*Kit Cineastas Indígenas: Um Outro Olhar" para Escolas, cadastre a sua!*


Até o final de fevereiro as escolas de ensino médio que se cadastrarem no site do VNA receberão gratuitamente o kit dos realizadores indigenas com 5 dvs e guia para professores e alunos.

Divulguem para intituições e pessoas que conheçam, é imperdivel!

Kit "Cineastas Indígenas: um outro olhar" para escolas http://www.videonasaldeias.org.br/2009/noticias.php?c=33

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O Vídeo nas Aldeias está cadastrando escolas que queiram receber a coleção de DVDs Cineastas Indígenas: um outro olhar, para distribuição gratuita nas escolas de ensino médio. A coleção oferece uma visão única da realidade indígena brasileira: o ponto de vista dos próprios índios.

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Com patrocínio do Programa Petrobrás Cultural, o Kit consiste num box com cinco DVDs com filmes dos povos Kuikuro, Panará, Huni Kui, Xavante e Ashaninka, e um "Guia para professores e alunos", com informações sobre cada um dos povos, fontes para pesquisa complementar e temas para discussão em sala de aula.

*Cadastre a sua escola:*

*Faça o download do Guia para professores e alunos:* http://www.videonasaldeias.org.br/downloads/vnaguiaprof.pdf

*Fonte: Informações repassadas pela amiga Vera Lúcia Nascimento através de email a quem agradecemos!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

*CONCURSO DE REDAÇÃO, POESIA, QUADRINHOS, DESENHOS - PROJETO AVA MARANDU: OS GUARANI CONVIDAM*


O Pontão de Cultura Guaicuru, em cooperação com o Comitê Gestor de Ações Indigenistas Integradas da Região da Grande Dourados, com o Sistema das Nações Unidas no Brasil e demais parceiros, torna público o presente Regulamento do Concurso de Redação, Poesia, Quadrinhos e Desenho Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, abrindo as inscrições para alunos da rede pública de ensino de todas as regiões do Brasil e dos demais países do Mercosul apresentarem trabalhos relacionados ao tema, que possam contribuir para uma cultura de respeito e valorização dos direitos humanos dos Guarani, conforme as regras e os prazos a seguir estabelecidos.
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1. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1. O projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam tem por objetivo produzir ações concretas para a promoção da Cultura dos Guarani Kaiowa e dos Guarani Ñandeva de Mato Grosso do Sul. 1.2. Com a publicação deste Regulamento, o projeto pretende focar na participação de comunidades estudantis da região Cone Sul do MS, de comunidades estudantis de outras regiões do Brasil e dos demais países do Mercosul, descobrindo, incentivando e premiando os melhores trabalhos inscritos. 1.3. Este Regulamento ficará à disposição dos interessados no portal www.pontaodeculturaguaicuru.org.br e nos endereços ali indicados.

2. INSCRIÇÃO
2.1. As inscrições estarão abertas até 30 de março de 2010 e deverão ser entregues, pelos alunos concorrentes, na direção das escolas e universidades da Região da Grande Dourados, de outras regiões do Brasil e dos demais países do Mercosul.
2.2. A direção das escolas e universidades deverá enviar os trabalhos pré-selecionados para a Coordenação do Concurso de Redação, Poesia, Quadrinhos e Desenho Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, até o dia 19 de abril de 2010 (data de postagem).
2.3. O Concurso é aberto a alunos do Ensino Fundamental, Médio e Universitário, matriculados em escolas e universidades e que estejam cursando o ano letivo de 2010.
2.4. No ato da inscrição, o aluno deverá indicar em qual categoria está concorrendo: Redação, Poesia, Quadrinhos ou Desenho, obedecendo às normas descritas no presente Regulamento. Parágrafo Único – Cada aluno poderá se inscrever em apenas uma categoria.
2.5. O Concurso terá como tema Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani no Mato Grosso do Sul. 2.6. Os trabalhos inscritos não serão devolvidos.
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3. APRESENTAÇÃO
3.1. Estudantes que concorrerem na categoria Redação deverão obrigatoriamente apresentar seu texto digitado, em português brasileiro, espanhol ou guarani, impresso em papel sulfite branco A4, fonte Arial, tamanho 12, espaço, margens: superior, inferior, direita e esquerda do tipo padrão, conforme normas da ABNT, com um mínimo de 25 linhas e no máximo de 30 linhas.
3.2. Estudantes que concorrerem na categoria Poesia deverão obrigatoriamente apresentar seu texto digitado, em português brasileiro ou espanhol, impresso em papel A4, fonte Arial, tamanho 12, espaço, margens: superior, inferior, direita e esquerda do tipo padrão, com um mínimo de 1 (uma) página e no máximo 2 (duas).
3.3. Para os estudantes do Ensino Fundamental que concorrerem nas categorias Redação e Poesia, os trabalhos poderão ser escritos à mão livre, respeitando o número de linhas e páginas descritos nos itens 3.1 e 3.2.
3.4. Os trabalhos em Quadrinhos deverão obrigatoriamente ser apresentados em papel sulfite A4, branco, letra do tipo bastão, margens: superior, inferior, direita e esquerda, com um mínimo de 6 quadrinhos e no máximo 15 quadrinhos.
3.5. Os trabalhos em Desenho deverão obrigatoriamente ser apresentados em papel sulfite A4, branco, com margens: superior, inferior, direita e esquerda do tipo padrão, contendo apenas uma única página desenhada.
3.6. Os trabalhos deverão ser entregues lacrados, com a ficha de inscrição devidamente preenchida em envelope fechado junto com o trabalho, na direção da escola/universidade, até o dia 30 de março de 2010.
3.7. Até o dia 19 de abril de 2010, a instituição de ensino participante fará a pré-seleção de até 3 (três) trabalhos do Ensino Fundamental, até 3 (três) do Ensino Médio e até 3 (três) do Ensino Universitário, e deverá enviá-los por via postal, encomenda rápida, à Coordenação do Concurso de Redação, Poesia, Quadrinhos e Desenho Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani no Mato Grosso do Sul, na sede do Pontão de Cultura Guaicuru – Rua 13 de Maio, 727, Bairro Santa Dorothéia, Campo Grande (MS), CEP 79004-423, podendo informar o código da postagem pelo e-mail: contato@pontaodeculturaguaicuru.org.br, para o rastreamento, caso necessário.

4. SELEÇÃO
4.1. A Comissão Julgadora será composta por jurados indicados pela Organização do projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam.
4.2. A seleção e o julgamento se darão da seguinte maneira: serão escolhidos pela direção das escolas participantes até 3 (três) trabalhos do Ensino Fundamental, até 3 (três) trabalhos do Ensino Médio e até 3 (três) trabalhos do Ensino Universitário. Os trabalhos serão encaminhados pelas escolas para análise final, que será feita pela Comissão Julgadora. Esta premiará o melhor trabalho do Ensino Fundamental, o melhor trabalho do Ensino Médio e o melhor do Ensino Universitário.
*
5. PREMIAÇÃO
5.1. Serão premiados os 3 (três) primeiros classificados finais de cada nível de ensino. 5.2. Serão premiados também os professores orientadores dos trabalhos dos alunos premiados, as escolas e as universidades onde estudam esses alunos. 5.3. Serão, portanto, 9 (nove) premiados: o aluno, o professor e a escola do Ensino Fundamental; o aluno, o professor e a escola do Ensino Médio; e o aluno, o professor e a instituição do Ensino Universitário. 5.4. Os prêmios serão 9 (nove) computadores laptops, sendo um para cada um dos premiados. 5.5. A premiação se dará no mês de maio de 2010 durante a Manifestação Cultural em prol dos Direitos dos Povos Guarani no Mato Grosso do Sul, momento culminante do projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam.
6. DISPOSIÇÕES GERAIS6.1. Os trabalhos inscritos poderão ser objeto da exposição Feira de Cultura e Direitos Humanos do Povos Guarani, ato culminante do projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam, reproduzidos nos materiais de promoção do projeto, de forma a atender seus propósitos, devendo, desde a inscrição, ser autorizados pelos autores. 6.2. A inscrição efetuada implica a plena aceitação de todas as condições presentes neste Regulamento e dos objetivos do projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam. 6.3. Os objetivos e outras informações sobre o projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam podem ser encontrados no portal:
6.4. Os casos omissos a este Regulamento serão apreciados e resolvidos pela Organização do projeto Ava Marandu – Os Guarani Convidam.
Campo Grande, MS, 1 de Janeiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

*RELÓGIO DO CORAÇÃO - EM TEMPO, CONFUNDEM ESTE TEXTO COMO SENDO DE MÁRIO QUINTANA, MAS, SEU AUTOR É ALEXANDRE PELIGI, SINALIZADO PELA AMIGA SUZY*

Caros amigos, na internet tem várias versões deste texto indicando que o mesmo é de autoria do grande poeta Mário Quintana, mas, ao receber o justo comentário da amiga Suzy do blog Passeando pelo Cotidiano faço esta ressalva quanto ao nome do verdadeiro autor de RELÓGIO do CORAÇÃO: ALEXANDRE PELIGI.

Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.

Há eventos que marcaram, e que duram para sempre,o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado.

Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração – hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.

Pense nisso. E consulte sempre o relógio do coração:Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.
*Agradeço a imensa contribuição através do comentário nesta postagem feito pela amiga Suzy do blog http://passeandopelocotidiano.blogspot.com o qual ajudou a corrigir uma injustiça bem como primou pela ética na comunicação. VALEU SUZY!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

♫CANINHA VERDE - DANÇA E MÚSICA FOLCLÓRICA DO CICLO CANAVIEIRO DO BRASIL♫

*Por Denise Guerra



O ciclo da cana de açúcar no Brasil foi sem dúvida um período cruel para muitos nativos e africanos escravizados devido ao trabalho pesado para o cultivo da cana e todo o trabalho gerado na produção das iguarias que esta planta pode oferecer. No entanto, como das situações ruins também se pode tirar coisas boas, a cultura brasileira se enriqueceu um pouco mais neste período.

*
Entre as danças das zonas canavieiras, do norte e do sul, a Caninha Verde parece a mais antiga. Aclimatou-se de tal jeito que já diversos folcloristas brasileiros chegaram a sustentar que essa dança nasceu no Brasil. A verdade é que essa tradição coreográfica veio-nos de Portugal, lá do Minho. É dança cantada como, em geral, são as danças populares. Lembram as danças do ciclo junino.

*
Há inúmeras músicas de caninha verde como se pode achar na internet, mas, trouxe aqui uma que, após pesquisar, não encontrei em toda web e que aprendi com a profª Cássia Frade no curso de Musicoterapia na disciplina de Folclore. Esta caninha verde é do folclore de São Paulo e é bem fácil de dançar. Vejamos:

♫CANINHA VERDE♫ (SP)


Eu plantei caninha-verde (2 vezes)

Na ponta do teu nariz

Bem plantada ou mal plantada

Eu plantei onde bem quis


Ai cana-verde (2 vezes)

Ai cana-verde

Lá do meu canaviá



A DANÇA

*Deve-se formar uma roda de pares que se defrontam;

*Na primeira estrofe os pares fazem os gestos conforme a letra da música;

*Na segunda estrofe os cavaleiros devem andar fazendo a corrente com as mão (aquela que fazemos na quadrilha), e depois é a vez das damas.


Fonte: Tradição Oral.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

*BAR DO SAPATO DE VARRE-SAI, ESTADO DO RIO DE JANEIRO*


Salvador era um descendente de escravos que por mais de oito décadas povoou a imaginação das crianças de várias gerações de Varre-Sai, município no norte fluminense. Com seu comportamento diferente, o andarilho não demonstrava qualquer sinal de agressividade. Costumava caminhar pelas ruas vestindo trapos e usava latas e panelas velhas pregadas nos farrapos. Nunca foi visto com sapatos. Este homem, que morreu aos 99 anos, inspirou a decoração do Bar do Sapato, um dos locais mais badalados da cidade.


O bar funciona nos fins de semana servindo feijão amigo com torradas, picanha na tábua, frango à passarinho e mandioquinha com torresmo. Além da cerveja gelada e bebidas quentes, estão na lista o tradicional vinho de uva e jabuticaba e a batidinha de pêssego e laranja, especialidade da casa.


ABAIXO-ASSINADO


Fundado em 1977 por Antônio Alberto de Oliveira Rosa, o Bar do Sapato preserva um ambiente aconchegante, decorado com mais de 245 sapatos espalhados pelas paredes. Com a morte do fundador, em 1984, o bar ficou fechado por um ano, quando foi reaberto por Maria Elmira Rosa Corrêa, irmã de Antônio Alberto. Mais tarde, o Bar do Sapato foi novamente fechado.


“Resolvi reabrir depois de um abaixo-assinado dos jovens. De tanto eles ouvirem histórias sobre o bar, recolheram mais de mil assinaturas. Fiquei orgulhosa e cedi”, conta Maria Elmira.


Sempre decorado com os mais variados temas, o bar ganhou sua roupagem definitiva em 1998: uma decoração com sapatos em homenagem a Salvador, que chamou a atenção da cidade e atraiu a curiosidade dos municípios vizinhos.


“Os sapatos que enfeitam as paredes e o teto do bar são os mais variados estilos e foram doados pelos frequentadores que colaboraram com a decoração. Até freiras e padres já doaram seus sapatos”, comemora Maria Elmira.


HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:

Segunda a Domingo, a partir das 15h.

LOCAL:

Varre-Sai; Estado do Rio de Janeiro
Rua Felicíssimo Faria Salgado, s/n, Centro.

*A HISTÓRIA DE VARRE SAI - ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Varre-Sai.... Um nome curioso. A história conta que o local era visitado por muitos tropeiros, que costumavam pernoitar em um velho rancho. Na porta, escrito à carvão, um aviso: Varre e Sai. Todos que por ali passavam deveriam varrer o local antes de seguir seu caminho. Eles não pagavam nada pela estadia, em troca conservavam o lugar limpo. Assim começou a história de Varre-Sai.


O surgimento, propriamente dito, do local aconteceu em 1848, quando um fazendeiro chamado Felicíssimo Faria Salgado comprou terras na região. Dessas terras, uma área foi doada à igreja católica. Em 1920, foi construída a atual igreja de São Sebastião, hoje um dos pontos turísticos mais belos da do município.


Durante muito tempo, Varre-Sai foi distrito de Natividade. Graças a um movimento que mobilizou toda a população, foi conquistada, em 1991, sua independência política e administrativa. Começava um novo ciclo na história da centenária localidade, que dava os primeiros passos por si só.


*Fonte:

domingo, 14 de fevereiro de 2010

*ECOS DA VOZ De Um INDÍGENA Vindo Do Mato Grosso Sem Identificação Étnica, Mas, Com a Intensidade Peculiar À Cultura*


*
“... acaba as árvores, acaba os rios, acaba a natureza. Índio não pode viver assim!
Índio não pode respirar assim! Civilizado também não pode viver assim,
mas civilizado tem muita pressa e então não liga para viver!
Quem tem muita pressa não vive direito, não vê as coisas direito,
não ouve direito, não ama direito. E civilizado vive sempre apressado.
Civilizado é estranho. Difícil na cidade um falar com o outro.
Ora, índio quando se encontra é uma festa: muita conversa, muita alegria, pouca pressa!
Civilizado é estranho e gozado: usa muita roupa, não toma sol, não sobe em árvores, não corre, não toma banho de rio, não anda de noite admirando a lua.
Acho isso ruim, muito ruim na cidade”.
(Indígena Humero).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

♫OS DIFERENTES CARNAVAIS DO BRASIL♫

*Por Denise Guerra
*Escolas de Samba do Rio de Janeiro - PORTELA no destaque o Mestre Sala e a Porta Bandeira*

O carnaval é um dos nossos maiores cartões de visita fazendo inclusive com que o mundo acredite que só vivemos na folia o tempo todo. Outra coisa que causa a maior confusão na nossa cultura é achar que o nosso carnaval possui manifestações iguais em todo o país, e isso não é bem assim.

Encontramos blocos, cordões e agremiações por todo o país, mas, as manifestações de cada região são bem diferentes. No sudeste do Brasil é mais freqüente a cultura do carnaval baseado no ritmo samba, com as escolas de samba, apesar de encontrarmos as escolas de samba em quase todos os estados brasileiros com manifestações diferentes, claro.

Particularmente o Rio de Janeiro encabeçou a criação das Escolas de Samba e ainda é considerado a maior festa popular mundial merecendo a atenção do planeta de olho no nosso sambódromo. Mas, como somos um país continental dado a diversidades, temos um carnaval bastante variado. As regiões centro oeste e sul do Brasil misturam as manifestações carnavalescas tradicionais com a cultura local das violas e seus ritmos particulares.


*Maracatu Rural do Recife no destaque o casal de Reis do Congo*


Na região norte entre outras manifestações carnavalescas misturam-se a cultura das festas de bois de Parintins enriquecendo a região do amazonas com a criação das fantasias dos bois sendo comparado ao carnaval carioca.

A região nordeste tem um carnaval tão variado quanto as cores do arco-íris; o frevo e o maracatu ladeado por seus bonecos gigantes no Recife, os blocos Afro e de Axé na Bahia envoltos numa relação com o sagrado das religiões de matriz africanas. No nordeste os blocos saem de todos os lugares, mas, a tradição fica mesmo a cargo das grandes orquestras de frevo e das bandas de Axé.


*Afoxé Filhos de Gandhi na Bahia*



*Axé Music na Bahia*

A irreverência e a criatividade é o que nos iguala neste país continental. Sejam bem-vindos ao Carnaval Brasileiro!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

♫OS SABERES DE LOTY: COMO O POVO KAINGANG DESCOBRIU A MÚSICA E A DANÇA♫



Todos os seres têm uma metade criadora Kamé e outra metade criadora Kaiurukré. Kamé e Kaiurukré têm poderes diferentes. O sol pertence à metade Kamé, que foi o primeiro a sair de dentro da terra após o dilúvio. Por isso, os Kamé trabalhavam durante o dia, para fazer os animais que pertencem ao dia. A lua pertence à metade Kaiurukré, que trabalhava à noite.

*
Contam que os Kamé criaram o ming, a onça... Ah, então, os Kaiurukré começaram a fazer bicho também! Mas ainda faltavam os dentes, língua e unhas quando começou a amanhecer... O que era muito perigoso... porque durante o dia os Kaiurukré não têm poderes. Colocaram, então, uma varinha fina e comprida na boca do bicho, que só conseguia comer formigas. Assim o ioty, o tamanduá, nasceu.

*
Um dia, as metades Kaingang decidiram casar suas partes! Moço Kaiurukré casaria com moça Kamé e moça kaiurukré casaria com moço Kamé. Nesse tempo, o povo Kaingang já tinha muitas sabedorias, mas faltava uma sabedoria alegre... Eles ainda não sabiam cantar, nem dançar, nem fazer música... Então, o casamento entre os kamé e os Kaiurukré foi sem festa. Mas isso não podia ficar assim...

*
Por isso, naquele mesmo dia, o chefe da aldeia Kaiurukré partiu para floresta. Andou por muito tempo até chegar a um lugar que nunca havia estado antes: era uma pequena roça com o chão batido, como lá na praça da aldeia, e só tinha algumas árvores velhas e galhos quebrados espalhados pelo chão... Um mistério!

*
Kaiurukré não estava entendendo nada quando começou a ouvir cantos e músicas, uma mais bonita que a outra! De repente, os galhos que estavam no chão começaram a se balançar e a pular sozinhos, balançar e pular, balançar e pular... Estavam dançando!

*
Antes que Kaiurukré pudesse entender o que estava lhe acontecendo, eles os galhos o arrastaram para a roda. Kaiurukré ficou dançando muito tempo até cair no chão de cansaço... Kaiurukré pegou alguns dos galhos e voltou para a aldeia. Reuniu todo seu pessoal, colocou os galhos na posição, mas que decepção! Nada de música, nada de canto! A aldeia toda riu dele. Kaiurukré voltou para aquele lugar misterioso da floresta. Recolocou os galhos que havia pegado no lugar e se escondeu bem longe. Depois de muito tempo, começou a ouvir aqueles cantos e aquelas músicas, e viu, de novo, os galhos dançando! Em silêncio, seguiu andando na direção da música, que ia ficando cada vez mais alta, cada vez mais alta, cada vez mais alta...

*
Até que chegou numa pequena montanha, mas não era montanha! Era um formigueiro enorme e sobre ele estava o tamanduá-mirim, dançando e cantando! Com uma das patas, tocava um chocalho, e com a outra segurava uma flauta.

*
Quando o tamanduá parou de cantar e dançar e começou a cavoucar o formigueiro para comer, descobriu o esconderijo de Kaiurukré! Kaiurukré quis matar o tamanduá, mas percebeu que ele era o dono da dança e da música.

*
O tamanduá ensinou a Kaiurukré todas as músicas, cantos e danças! Depois, pegou o bastão de Kaiurukré, dançou e disse:

-O filho que sua mulher espera será um homem. Se alguém de seu povo me entregar um bastão e com ele eu dançar, o filho desse alguém será um homem. Quando eu largar o bastão e não dançar, será mulher.

*
O chefe Kaiurukré voltou para aldeia e contou para todo o povo Kaingang tudo o que havia aprendido com o tamanduá, bicho velho e sábio, que também sabe muitas outras sabedorias... Contam os antigos, que foi assim que o povo Kaingang conheceu os cantos, as danças e a música!

*
*Fonte: Contos da América do Sul. Coleção Lendas e Contos. São Paulo: Paulus; 1995. Versão: Roda de Histórias Indígenas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

♫NHAMANDU: CANTO GUARANI PARA O SOL E OUTRAS SIMBOLOGIAS♫




NHAMANDU
(CANTO do POVO GUARANI PARA O SOL)
Nhamandu

Jogweru

Nhanderu

Tenondé

Omãnê

Nhandexy

Tenondé

Nhandere

Omãne


Dizem que o povo Guarani passa algumas noites inteiras cantando, dançando e evocando o sagrado dentro de suas grandes ocas. No entanto, quando o dia está quase amanhecendo eles saem de suas ocas e começam a saudar o grande astro Sol. Nhamandú é para si mesmo o próprio sol, é ao mesmo tempo sol e flor. Mãos cujos dedos são ramagens floridas, cabeça como o cimo de uma árvore em plena floração. Nhamandú é a vida! (CLASTRES, 1990, p. 23).


Fonte:

CLASTRES, H. Terra sem mal. São Paulo: Brasiliense, 1978.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

*A FUNDAÇÃO DO FOGO*



Na escola, aprendi que no tempo das cavernas descobrimos o fogo esfregando pedras ou gravetos.
*
Desde então, venho tentando. Jamais consegui arrancar nem uma chispinha humilde.
*
Meu fracasso pessoal não me impediu de agradecer os favores que o fogo nos fez.
*
Ele nos defendeu do frio e das feras inimigas, cozinhou nossa comida, alumiou nossa noite e nos convidou para sentarmos, juntos, ao seu lado.
*
*Fonte:
http://www.lpm-editores.com.br/v3/livros/Imagens/espelhos

*A MÁSCARA PODE MUITO*



No Ocidente, a máscara foi utilizada primeiro na Grécia Antiga, todos os anos, durante as festividades de Dionísio, o deus do vinho e da fertilidade. Como o vinho vem do suco da uva e tem de ficar pelo menos três meses fechado num recipiente para ficar pronto, essas festas aconteciam logo depois que se abriam os barris de vinho produzidos no ano anterior. Nessa data, todos bebiam, cantavam e dançavam. Dizem que essas festividades dos povos antigos deram origem ao carnaval. Pois não é que nas cerimônias para o deus Dionísio usava-se uma máscara porque se acreditava que, assim, ele estaria presente entre as pessoas durante a festa.


O teatro é uma arte que explorou frequentemente a magia das máscaras. No Japão, por exemplo, utilizam-se máscaras no palco até hoje, para marcar bem as características dos personagens. Em muitas culturas ditas primitivas da África, da América e do Oceano Pacífico, as máscaras são usadas em cerimônias religiosas. São feitas de diversos materiais naturais como madeira, fibras, palhas, barro, chifres, conchas, plumas, peles de animais, pedras, tecido ou espiga de milho, entre outros. Em algumas tribos indígenas, por exemplo, cabe aos índios mais idosos usá-las durante rituais para curar doentes, espantar maus espíritos ou cerebrar casamentos e ritos de passagem - cerimônias nas quais os meninos e as meninas do grupo passam da infância para a idade adulta.


Hoje em dia, ainda utilizamos máscaras em festas. Uma das datas em que elas aparecem é o Dia das Bruxas, Halloween, comemorado no dia 31 de outubro, principalmente nos Estados Unidos. Nesse dia, as pessoas usam máscaras e fantasias inspiradas nos filmes de terror e saem às ruas coma intenção de assustar os outros. Outra festa de máscaras bastante marcante acontece em fevereiro, no Brasil. É o Carnaval, quatro dias de alegria durante os quais os foliões se fantasiam e usam máscaras para brincar e dançar.

As máscaras nos ajudam a viver personagens e situações que muitas vezes não imaginamos como seria. O inconsciente pode provar a sensação de ser o outro através do ato de fantasiar e expressar aquele que não somos cotidianamente. Muito se pode observar de ações curativas tanto no Pajé que se enfeita com máscaras para receber espíritos curativos, como no religioso africano que detrás de suas máscaras promove a cura. Assisti a um filme africano chamado "O Vôo da Máscara" e o personagem principal falava da importância da máscara para sua tribo. Num dos assuntos tratados sobre a máscara o narrador do filme usa a máscara para uma fuga da aldeia para a cidade e ele explica que ele não podia sair da aldeia por várias razões, mas, afirma que naquela cultura "A Máscara pode tudo".

Denise Guerra.


*Fonte:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

*VAGAS PARA INDÍGENAS NO CURSO SUPERIOR DA UFMG*


PARA AMPLA DIVULGAÇÃO
O edital do Vestibular para Indigenas na UFMG, para 2010 está aprovado e pedimos que seja amplamente divulgado.A UFMG assinou convênio com a FUNAI e com a SECAD para garantir os recursos necessários para bolsas e outras despesas dos cursos.
*
São 12 vagas, duas em cada um dos seguintes cursos:
Medicina, Odontologia, Enfermagem, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Agronomia.
*
*Atenção para os prazos e documentos exigidos:
*INSCRIÇÕES:
*21 de janeiro a 09 de fevereiro de 2010 - no site da UFMG/ COPEVE (Comissão Permanente de Vestibular), www.ufmg.br/copeve.
*
*Não haverá taxa de inscrição. Deve ser preparada também documentação a ser enviada pelo correio.
*
*PROVAS:
*07 de março de 2010, em Belo Horizonte, Campus da UFMG na Pampulha.
*
*INFORMAÇÕES:
*Secretaria do FIEI (Formação Intercultural de Educadores Indígenas)*Tel: 31- 3409-6371Tel: 31- 3409-6368
*
*Fonte:
http://danielmunduruku.blogspot.com
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